É um um mundo diferente quando você está com um cara bacana.

Uma trama complexa, cheia de camadas e histórias paralelas, digna de uma novela mexicana. Jerry namora Jane, uma mulher de voz sexy que se nega a compartilhar um pedaço de papel higiênico com Elaine, que namora Tony, um galã douchebag pelo qual George tem uma man-crush. Kramer apenas destrói os três relacionamentos. Ele descobre que a namorada de Jerry é atendente de disque-sexo e se intromete no encontro escalada de George e Tony, o que deixa George inseguro e acaba causando um acidente grave.

A cena inicial, no banheiro feminino, é sublime. Não podemos ver a Elaine, mas temos certeza que é ela. Não só pela voz mas pela situação em si: isso só acontece com a Elaine, pensamos. Ou com gente do tipo da Elaine. Você está no banheiro e falta papel e você pede pra pessoa do seu lado e ela se nega a compartilhar e você tenta argumentar e não consegue e mais tarde ainda tem a chance de se vingar e aproveita essa chance. Que situação.

E George afim de Tony rende momentos bromance hilários. Tony é o que George gostaria de ser: ele é legal, radical, fala gírias e tem um cabelo comprido. Tony usa um boné de skatista virado pra trás e George usa um bonezinho xadrez; George pensa em jogar boliche e Tony pensa em escalar uma montanha; George faz sanduíches. É amizade pura, como Patrick e Bob Esponja.

É engraçado ainda notar os temas dos stand-up do Jerry, tanto o do começo quanto o do final. Primeiro ele fala sobre as baleias não serem tão inteligentes e depois sobre capacetes de paraquedistas. Que temas leves! É o bom e velho Jerry. Nada de necrofilia como Louis CK, nazismo como Ricky Gervais ou racismo como Chris Rock. Apenas ~baleias~.