1971 foi meu primeiro ano no serviço. Ano ruim para as livrarias, ano ruim para a América. Hippies queimando carteirinhas de biblioeteca. Abby Hoffman mandando as pessoas roubarem livros. Eu não julgo um homem pelo tamanho do seu cabelo ou o tipo de música que ele ouve. Rock nunca foi o meu barato. Mas a partir do momento que ele pisa na Biblioteca Pública de Nova Iorque, ele se mete comigo, camarada.

Rara oportunidade aonde o convidado é o personagem mais engraçado do episódio, The Library tem o Philip Baker Hall fazendo o Mr. Bookman, uma espécie de policial da Biblioteca de Nova Iorque que caça o Jerry Seinfeld por não ter entregue um livro que pegou emprestado há 20 anos. Rio muito quando ele despeja aquele monólogo no melhor estilo “bad cop” sobre Jerry, que jura que entregou o livro.

Aliás, papo de polícia, de violência é com nosso amigo Larry Charles. O barbudão é roteirista de vários episódios da série, entre eles um dos meus favoritos: The Baby Shower.

Larry Charles sempre dá um jeito de colocar um pouco de tiros e sangue entre as risadas gravadas que entram na edição. É mestre.

Uma coisa que eu gosto muito é que a gente é apresentado ao fator sensual do Kramer. É muito curioso como esse personagem trambiqueiro e caipira, que no mundo real não é bom partido para mulher nenhuma; consegue GET LAID com tanta facilidade. E é sempre mulher gata.

Também conhecemos o ambiente de trabalho de Elaine, mas a história não evolui muito. Isso é algo que acontece muito durante as 3 primeiras temporadas. Não chega a ser um problema, mas a coisa ganha mais gás com o passar do tempo, aonde a história de todos se cruza com mais frequência. Nesse episódio isso acontece brilhantemente e em pequena escala com Jerry e George.

Resumindo: The Library é um excelente pilar na construção do universo que é esse programa que amamos tanto.