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	<title>Movimento Seinfeld &#187; Segunda temporada</title>
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	<description>Reprises alternativas da nossa série favorita</description>
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		<title>The busboy</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 15:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Um garçom é demitido por causa de um comentário de George]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Se eu não colocar esse cara num avião pra Seattle e pra fora da minha vida, eu vou matá-lo, e todos que tentarem me impedir&#8221;</p></blockquote>
<p><em>The busboy</em> (&#8220;ajudante de garçom&#8221;) é o 12º episódio da segunda temporada, e como teria início em um restaurante, o stand-up de Seinfeld já abre com seus questionamentos quanto a não ser um gourmet. O símbolo de alguém que não é gourmet e faz questão de deixar isso claro é o adjetivo “salgado”. Seinfeld exemplifica inclusive desta forma. Nunca me esqueço de <em>Asterix e os gladiadores</em>, quando Obelix prova um bolinho grã-fino feito de “gengivas de baratas da Mongólia” (barata tem gengiva?), e quando lhe perguntam o que achou, apenas responde, lambendo as pontas dos dedos:</p>
<p><em>Salgado</em>.</p>
<p>Mas voltemos a Seinfeld: é no no stand-up que está a grande frase do episódio,  “<em>Voar não me assusta. O que me assusta é dirigir até o aeroporto</em>”. Aeroporto? Voltemos aos restaurantes. Pois o episódio começa com George, Jerry e Elaine em um restaurante, uma mesa de conversas ao vento, falam de tudo, inclusive de mais um axioma: “Homem de meia-idade usando boné é porque está fazendo implante capilar”. Batata. George está resmungando que pediu macarrão ao pesto, e não entende o porquê, já que não gosta de pesto.</p>
<p>O importante é que, naquela mesa, se definem as duas linhas dramáticas (?) do episódio: Elaine comenta que vai ter que hospedar em casa um sujeito com quem ela dormiu durante a estada em Seattle. Elaine já estava se mostrando uma personagem inusitada para a série, com um comportamento sexual mais liberal do que aparentava. Ficou com um cara, mas este acabou “grudando”. Segundo Seinfeld, “a Benes Tattoo ficou muito marcada e difícil de ser apagada”. A missão de Elaine, portanto, é hospedar o cara sem ser grosseira mas também sem ter mais relações.</p>
<p>Minutos depois, um cardápio colocado perto demais de uma vela em uma mesa vazia começa a pegar fogo. George se levanta e apaga. Um mâitre vem em seu auxílio, pede mil desculpas, e arranca de Elaine o seguinte comentário – visivelmente jocoso:</p>
<p><em>Nunca mais volto a comer aqui</em>.</p>
<p>Eles se sentam e tentam retomar a conversa. Mas o mâitre começa a discutir com um rapaz hispânico, ligeiramente mal-encarado. A conversa termina com a demissão do rapaz – o busboy.</p>
<p>É claro que no fim as histórias se cruzam de uma forma genial, que é nada menos que uma porradaria monumental entre o busboy e o amigo-grudento da Elaine. Os dois se esbarram acidentalmente, acontece uma briga e ambos acabam hospitalizados. Mas antes de ser mais um episódio sobre o Nada, é também uma parábola sobre a importância da clareza na emissão da mensagem. O mâitre, George e Elaine falham. O mâitre não emite sua mensagem direito e não deixa bem claro que vai demitir o Busboy por causa do fogo na mesa. George, por sua vez, tenta se comunicar com o Busboy sem sucesso, porque não dá o que ele quer: soluções. Inclusive ainda tem a cara-de-pau – em um momento único – de dizer ao recém-desempregado para procurá-lo caso queira se mudar para um apartamento maior. E Elaine errou duas vezes: ao brincar com o mâitre e ao não deixar bem claro que a aventura em Seattle era só uma aventura.</p>
<p>Seinfeld na minha opinião tem função social. Se Jesus tira o diabo do coração das pessoas, só Seinfeld traz “noção” ao cérebro. Imagine quantas mulheres, vendo o que passa Elaine (é IMPAGÁVEL a cena em que ela acorda atrasada para levar o cara no aeroporto), encerraram mais cedo relacionamentos que estavam fadados a terminar em insossa amizade conformista? Imagine quantos garçons ou seus ajudantes deixaram de ser esculachados por clientes que, sei lá, pensaram que poderiam ser responsáveis por um desempregado.</p>
<p>Esta é uma responsabilidade que todos deveriam ter, sempre. Mas pessoas como George só aprendem isso na base da porrada, ou seja, apenas a perspectiva de levar uma surra do Busboy é que fazia George se mexer para fazer alguma coisa. Ele vai ao apartamento do Busboy – com Kramer – e tenta ajudá-lo, na esperança de escapar dos punhos.</p>
<p>“The Busboy” não é, definitivamente, um episódio top de linha, mas diverte e tem esse mérito de nos induzir à reflexão sobre “o outro”. É como escreveu uma vez Robert E. Howard (ele mesmo, autor de Conan): “Homens civilizados tendem a ser menos corteses do que os bárbaros. Afinal, não contam, como os bárbaros, com o risco de terem ossos quebrados”. Tudo bem, tudo bem, eu admito que o Busboy – mora sozinho, tem gato, usa calça justa e beija o George no fim” &#8211; está meio longe de ser um bárbaro perigoso.</p>
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		<title>The chinese restaurant</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 03:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Jaime</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Onde Jerry, George e Elaine estão esperando por uma mesa no restaurante chinês]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Eu não posso ir ver um filme ruim sozinho. Eu vou fazer comentários sarcásticos pra estranhos?&#8221;</p></blockquote>
<p>Este foi o décimo-sétimo episódio da série a ser exibido. Aclamado por muitos (e também por mim) como o primeiro clássico da série que se anunciava &#8220;um show sobre nada&#8221;.  Bom, um episódio passado inteiro em uma sala de espera de um restaurante chinês era muito adequado ao tema! O fato é que os executivos da NBC empombaram com o episódio e não queriam que ele fosse ao ar. O argumento era simples e lógico: ficar meia-hora esperando uma mesa em um restaurante é chato, assistir a isso não pode ser melhor. Por fim acabaram concordando em deixar ir ao ar desde que fosse no final da segunda temporada, quando a série já estivesse mais, digamos assim, aceita pelo público.</p>
<p>Este que talvez seja o primeiro marco de maturidade da série, a hora em que a equipe prova que acertou a mão. Talvez seja emblemático, seja um dos mais lembrados e porém, guarda um grave problema: não conta com a presença de Kramer. De acordo com a sinopse, Kramer era um ermitão que não saia de casa há séculos. Por isso Michael Richards não participou da gravação e, também por causa deste capítulo, pediu a revisão neste item limitador de seu personagem e, em conseqüência, de toda a série. Foi por causa do Restaurante Chinês que Kramer pode ganhar mundo.  A alforria de Kramer.</p>
<p>Este capítulo foi ao ar no dia 23 de maio de 1991. Todo mundo que curte a série deve ter visto ou ouvido falar. Eles ficam ali esperando, mortos de fome, e o recepcionista sempre dizendo que em cinco ou dez minutos a mesa estará pronta. Tentam oferecer vinte pratas como suborno ao funcionário, ou dono do restaurante, e se dão mal. Um detalhe: George topa rachar a propina mas só dá seis dólares, e justifica dizendo que estava planejando comer pouco.  Elaine diz que tem tanta fome que comeria algo do prato de qualquer um ali dentro e é desafiada a fazer isso mediante um prêmio de 50 dólares. Tenta negociar, entredentes, um rolinho-primavera com a os comensais da mesa sugerida por Seinfeld e lhes oferece metade do prénio. Estes e acham que ela é maluca pois ela não chega a verbalizar a oferta, apenas faz uma cara estranha e murmura coisas ininteligíveis. Numa trama paralela, George está querendo usar um telefone público e tem um cara lá esticando a conversa o que o irrita  muito pois ele está tentando consertar uma primeira noite de sexo mal-sucedida – em virtude de um chamado da natureza irrevogável –, com uma pretendente de nome Tatiana. Seinfeld é escada pra todos e dá uma aula de comédia de situação neste brilhante capítulo. Coisas que podem acontecer com todos e que se  encaixam, num roteiro enxuto, e que, ao mesmo tempo, traduzem muito bem o espírito da série e apresenta com perfeição e síntese as personagens.</p>
<p>Pois é. Ficou faltando o Kramer. Este é o único detalhe que me impede de nomear este como o episódio mais importante da série. E, cá pra nós, o figurino da Elaine era muito, mas muito feio mesmo. Mas,  não sei. Talvez isto seja mais culpa da época do que de quem fez o figurino.</p>
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		<title>The baby shower</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 03:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernardo Zirpoli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry empresta o apartamento pra Elaine organizar um chá de bebê pra uma amiga]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;It’s the 90’s. It’s Hammer time!&#8221;</p></blockquote>
<p>Eu já vi tantas vezes os episódios de Seinfeld naquelas reprises da Sony que sequer lembro qual foi o primeiro que vi ou quando e como foi a primeira vez que vi esse ou aquele episódio. Revendo tudo agora, na ordem certinha, é que se consegue ver realmente como as características marcantes da série vão entrando aos poucos e se consolidando, ao contrário do que acontece na nossa memória, onde tudo parece sempre ter existido.</p>
<p>Nesse fim de segunda temporada, dá pra perceber o “FAIL George” se formando (pra mim, ele só aparece realmente no “The Deal” e se consolida aqui no “The Baby Shower”), as histórias começando a se entrelaçar (apesar de só chegar aos níveis clássicos bem mais pra frente) etc.</p>
<p>Esse não é um episódio clássico, nem um daqueles que se diga “GENIAL!”. Mas, como eu costumo dizer, a média de Seinfeld é o que as outras séries tentam alcançar com seus melhores episódios, sem sucesso.<br />
O episódio começa com um bate-papo no Monk’s, onde Elaine conta que sua “amiga” está grávida. George fica injuriado, faz um monte de piadas com a profissão dela (ela é atriz), demonstrando todo aquele rancor George style. O que não é sem razão, pois essa tal de Leslie já foi num encontro com George, e como na maioria dos encontros dele, nada terminou bem. Saldo: uma camisa arruinada pelo chocolate que ela derrubou na performance e zero desculpas. Quando George foi tomar satisfações, agiu como um idiota (e que homem não age como um idiota perto de mulheres bonitas?).</p>
<p>Ainda nessa conversa, Elaine convence Jerry a emprestar o apartamento pra que ela dê um “chá de bebê” pra essa Leslie. Aqui vemos um pouco mais da Elaine “mal-resolvida” que apareceu no “The Deal”. Ela diz que precisa da aprovação dessa moça por alguma razão. Jerry cede o apartamento depois de confirmar que “chás de bebê” não terminam normalmente em “uma orgia com muito álcool e violência”. Essa primeira cena é essencial, já que a história principal sai daqui: George quer vingança. Ele vai arquitetar uma maneira de se vingar de Leslie mostrando sua camisa toda cheia de chocolate.</p>
<p>Como história paralela, temos Kramer oferecendo um “negócio da China” pra Jerry: TV a cabo ilegal. E naquela mesma vibe que teus amigos tentam te convencer a cometer um crime: “achado não é roubado”;  “ah, todo mundo sonega imposto de renda”; “não se preocupa, cara, ninguém é pego por estupro”. Os instaladores de TV a cabo são dois russos, segundo Kramer, fugiram do Gulag. É importante explicar uma coisa aqui pra algumas pessoas se situarem: assim como o lance da secretária eletrônica com fita cassete, essa é uma piada temporal.  Só depois da queda do muro em 89 que o mundo ocidental começou a conhecer os costumes daquelas terras (a União Soviética caiu em 91, ano em que esse episódio foi exibido originalmente). Russos ainda eram exóticos nessa época. (Essa TV a cabo ilegal do Kramer ainda volta em outro episódio, quem lembrar qual é, diz aí nos comentários).</p>
<p>Depois disso, vem uma das cenas que acho das mais legais em Seinfeld. Mas, sabe de uma coisa? Não vou comentar não. Vou deixar pra GALERE fazer isso nos comentários, afinal, essa resenha é pra ser só um ponto de partida pra boas discussões. E acho que essa cena é perfeita pra começar isso.</p>
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		<title>The deal</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 03:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Palladino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Onde Jerry e Elaine resolvem ver se eles conseguem ter "isto" e "aquilo".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Gostava mais de vocês quando não eram um casal&#8221;.</p></blockquote>
<p><em>The Deal</em> é daqueles episódios peculiares. Não é fantástico, mas mostra um <em>Seinfeld</em> com personagens bem definidos e com histórias paralelas bem cruzadas.</p>
<p>O episódio gira em torno de algo que nunca acontece na série: tensão sexual entre Jerry e Elaine. No apartamento de Jerry, os dois no sofá, vendo TV, decidem que seria bom se pudessem fazer sexo criando algumas regras para que a amizade não seja afetada: não ligar no dia seguinte, passar a noite juntos é opcional, etc. O plano, que parece funcionar muito bem no início, acaba sendo afetado quando Elaine se chateia por Jerry não passar a noite na casa dela. Embora ela diga estar bem com isso, fica claro que ela não assimila as regras tão bem assim.</p>
<p>A história que se desenvolve paralelamente é o aniversário de Elaine e a dificuldade que Jerry tem para encontrar um presente. Se Jerry já é uma pessoa distante sem que esteja em um ‘relacionamento’, a situação piora com a nova condição: como comprar um presente sem que Elaine interprete de forma errada, sem que veja nas entrelinhas algo que, na verdade, não existe?</p>
<p>Embora a história principal seja o <em>revival</em> de Elaine e Jerry, a história paralela, que é a compra do presente de aniversário, é a que dá toda a graça. O episódio apresenta um Jerry completamente alheio, não sabendo o que comprar para uma ex-namorada e atual amiga íntima (e resolve presenteá-la com dinheiro, tal como um parente distante faria), mas mostra um Kramer mais perceptivo ao presentear Elaine justamente com o que ela havia mencionado: um banco. Sim, um banco, como em um ponto de ônibus (créditos para George Costanza). A graça é que, por ter acertado na escolha do presente, Kramer acaba passando Jerry para trás, deixando claro que ele não é um modelo de homem que Elaine deveria escolher para um relacionamento.</p>
<p>Acho <em>The Deal</em> um episódio interessantíssimo para analisar Elaine e seu comportamento. Muita gente vê Elaine como um bom modelo liberal de mulher na TV – tem emprego estável, sempre tem namorados sem se envolver demais, não depende de figuras masculinas -, mas nesse episódio o que se vê é o estereótipo padrão feminino: ela não consegue sustentar o acordo, não consegue separar sexo e compromisso.</p>
<p>Por fim, George não tem grande participação, embora se encaixe muito bem tanto no <em>small talk</em> com Jerry no Monk’s, quanto na hora da tentativa de compra do presente fazendo suas piadinhas. Kramer, ainda com pequenas aparições, também não tem trama própria, mas consegue um <em>timing</em> perfeito com o ‘casal’.</p>
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		<title>The heart attack</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 20:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronald Rios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[George não quer gastar com médicos e confia à Kramer a escolha do seu tratamento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Você não é médico, mas você interpreta um na vida real&#8221;</p></blockquote>
<p>O que eu gosto nesse capítulo é o fator HUMILDADE que PERMEIA a série – em especial, essa segunda temporada. Humildade no que diz respeito ao Jerry não ter uma trama assim tão importante. Fica claro que o personagem principal nesse episódio é o Costanza, com seu &#8220;ataque cardíaco&#8221;. Às vezes eles estavam tentando construir os outros personagens, às vezes eles não sabiam exatamente o que fazer com o Jerry, ou às vezes eles só estavam optando pela história mais engraçada que pudesse ser contada na semana. Aliás, a própria &#8220;trama&#8221; do Jerry é muito engraçada, embora dure poucos minutos, se tu for TOTALIZAR.</p>
<p>Kramer não tem uma trama própria dele – ainda não havia chegado o momento em que todos tinham histórias que se cruzavam e completavam quase sempre – mas a sugestão que ele dá para o Costanza de procurar um CURANDEIRO, além de deixar claro esse personagem OUTSIDER, UNDERGROUND e SUBVERSIVO que é o Cosmo (a gente ainda não sabe que ele chama Cosmo. Taí em PRIMEIRA MÃO), serve como mote para o resto da trama, onde a gente pode ver o Jerry usar muito do CINISMO com charlatões, bem como o humor &#8220;sou amigo mas tô te zoando como se nem ligasse para ti&#8221; aplicado com o Costanza, que é uma coisa muito bonita que rola pela série inteira. O mais legal – e gay – é tu pensar que o George não tem nenhum amigo que compraria os barulhos dele como o Jerry faz. E o Jerry por sua vez, embora faça pouco caso do Costanza, FECHA COM ele porque precisa de alguém que precise tanto dele assim a ponto de não ligar para ser constantemente ZOADO. MOCKED. MOCADO.</p>
<p>Cunhei essa agora: MOCADO.</p>
<p>A trama da Elaine não importa muito, mas ela tá lá sendo a Marie Benes PAQUERADEIRA de sempre.</p>
<p>Abraço a todos os envolvidos, Larry Charles nas canetas e Tom Cherones nas câmeras.</p>
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		<title>The revenge</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 12:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo Branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[George se arrepende de uma demissão e Jerry quer recuperar um dinheiro que perdeu na lavanderia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Então se alguém deixa alguma coisa aqui, é só você pegar? Você tem licença pra roubar? Você é o James Bond da lavanderia?&#8221;</p></blockquote>
<p>Esse episódio é aquele em que o George Costanza joga o emprego na cara do chefe, diz tudo o que pensa dele e cai fora, mas depois se dá conta que não tem talento para fazer mais nada e decide voltar no dia seguinte como se a coisa não tivesse acontecido.</p>
<p>Isso aconteceu de verdade com o autor Larry David, assim como outras coisas que incluiu na série (geralmente na rotina do Costanza), como ter trabalhado para um vendedor de sutiãs que o obrigou a levar vários deles para casa com a missão de estudá-los (?).</p>
<p>Na vida real, revoltado por trabalhar anos na equipe de redatores do <em>Saturday Night Live</em> e só ter conseguido emplacar um esquete, Larry aloprou seu chefes e deixou os escritórios da NBC para só então se dar conta da merda que tinha feito – e voltar à emissora para fingir que seu pedido de demissão tinha sido apenas um desabafo.</p>
<p>Quando <em>The revenge</em> foi ao ar ainda faltavam dez episódios para <em>The library</em> (aquele com um detetive de bilbioteca que localiza livros não-devolvidos chamado Bookman), o Sgt. Peppers da série, onde os escritores perceberam que podiam brincar com muito mais do que duas ou três histórias paralelas e que graças aos poderes da escaleta, fazer várias subtramas se juntarem no final.</p>
<p>Aqui temos apenas duas histórias principais e uma subtrama Krameriana clássica: Newman – estréia do personagem, que não aparece e só tem falas; sua voz é dublada pelo próprio Larry David – quer se matar e Kramer o estimula a fazer isso (&#8220;pelo menos eu o respeitaria por conseguir realizar algo&#8221;).</p>
<p>As histórias principais são as tentativas de vingança de George contra o ex-chefe e do Seinfeld contra um dono de lavanderia que  acredita ter roubado U$ 1500 que esqueceu no bolso de uma calça. Essa é mais bobinha, com o Michael Richards finalmente dando vazão ao seu humor clownesco na cena em que tenta encher de cimento uma das máquinas.</p>
<p>Fica uma coisa meio <em>vaudeville</em> fora de lugar, mas é nesse segmento que aparece uma das minhas piadas favoritas. É quando Jerry comenta que o aviso na parede que diz &#8220;bens perdidos são de responsabilidade do cliente&#8221; faz do dono da lavanderia uma espécie de James Bond da Laundromat. &#8220;Então é só você botar um cartaz e se alguém esquece algo aqui você pode simplesmente pegar? Você tem uma licença para roubar?&#8221;.</p>
<p>Isso sempre fez a diferença na série, esse tipo de observação. As &#8220;conversas sobre nada&#8221; não serviam simplesmente para apontar coisas que o espectador já sabe e atrair empatia (Costanza vive mesmo diminuindo esse tipo de humor para Jerry: &#8220;aquela sua rotina de &#8216;você já reparou que&#8230;&#8217;&#8221;), mas para associar uma determinada idéia dominante a um outro dado e fazer a simples observação virar uma obra de engenho.</p>
<p>(Outro exemplo é aquele segmento de <em>stand up</em> em que Jerry fala sobre como pesquisas demonstram que o medo dos americanos de falar em público é maior do que o da morte: &#8220;Isso quer dizer que em um enterro, você preferiria estar no caixão do que fazendo a eulogia&#8221;)</p>
<p>Na outra ponta da trama George vai a uma festa de confraternização da firma e tenta fazer o ex-chefe tomar um drink batizado (com a ajuda de Elaine) para ridicularizá-lo. É a piada recorrente de George tentando fazer uma proeza cinematográfica (esconder um gravador em uma sala de reunião, roubar a fita da secretária eletrônica de uma namorada) sem o menor jeito pra coisa.</p>
<p>Jerry recupera o dinheiro (estava nas roupas de Kramer) mas tem que gastá-lo no conserto da máquina de lavar, e o chefe de George devolve seu emprego mas faz uma piada desabonadora sobre Costanza e ele não consegue se segurar novamente. O episódio termina com George considerando outros empregos, como cavalariço e ajudante de hotel. E Kramer termina gritando para o terraço, de onde Newman ameaça pular, se ele quer jogar sinuca. Resposta: &#8220;Não posso, vou ao cinema&#8221;.</p>
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		<title>The statue</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 14:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[George tem a chance de reparar um erro do passado, mas um faxineiro acaba dificultando as coisas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Claro, por que não?&#8221;</p></blockquote>
<p>Um dos primeiros episódios de Seinfeld que eu vi foi o último, e entendi caralho algum, fiquei um bom tempo sem ver, preferindo bem mais <em>Um Maluco no Pedaço</em>. Entretanto quando a coisa engrenou mesmo pra mim, naquelas reprises diárias da Sony, foi com essa segunda temporada que fluiu gostoso.</p>
<p>Porém esse episódio tem nada de especial pra mim, quero dizer, é engraçado, rola vários dos <em>guilty pleasures</em> que sempre foram os granulados dessa bela torta chamada Seinfeld, mas para minha alma não é nada demais.</p>
<p>Vamos lá, é aquele que o Kramer acha uma estátua nas coisas do vô do Jerry, estátua essa idêntica a uma que o George quebrou quando era criança. Curto sempre que o George compartilha essa informações sobre a família Costanza, curto muito. Então entram na história essa escritora gótica que a Elaine tá quase publicando e seu namorado faxineiro, que vai limpar a casa do Jerry e acaba furtando a estátua.</p>
<p>Daí rola uma coisa que eu acho bonito: o Jerry e o George investigando e tentando pegar a estátua de volta de qualquer jeito, ignorando totalmente como isso afetaria negativamente o trabalho da Elaine com a escritora gótica. Essa é a vibe que eu sempre me amarrei, esses momentos que rola uma identificação seguido de um remorso da parte do telespectador, pelo menos eu.</p>
<p>E é exatamente isso que acontece, a Elaine se dá mal, perde o trampo com a gótica e não escuta nenhum pedidos de desculpa do Jerry e George.</p>
<p>Pro final tem dois momento bonitos: quando o George, infeliz por não ter recuperado a estátua, diz “Essa experiência me afetou. Me tornou mais descrente e mais amargo.” Jerry solta um “Sério?!” e George completa com “Claro, por que não?”. O outro momento é o Kramer fantasiado de policial invadindo a casa do faxineiro ladrão, lindíssimo. “&#8230; and murderer!”. Quente, quente.</p>
<p>O stand-up do Jerry no final é muito bom também, concordei com a cabeça em tudo quando ele falou de guardar dinheiro dentro do tênis.</p>
<p>Ou seja, não é nem de longe o melhor episódio do mundo, lembro de vários que trouxeram bem mais gargalhadas para meu semblante, tantas gargalhadas que minha namorada deve que me cutucar e repreender com um “Vinícius, tu tem que ser tão efusivo assim?!”. Mas mesmo assim, é uma bela maneira de ir começando a ver o seriado.</p>
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		<title>The apartment</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 03:19:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moskito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Elaine quer alugar um apartamento no prédio de Jerry, que não acha isso uma boa idéia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“Um pouco mais de respeito&#8230; Pois eu sou Costanza, o Senhor dos Idiotas.”</p></blockquote>
<p>Este episódio é sobre consequências geradas por atos impensados. Tanto a história principal como a secundária, que apóia a trama, destacam os problemas causados por uma frase mal formulada ou uma idéia mal pensada.</p>
<p>Tudo começa com Kramer, impecável no papel de vizinho estranho, mostrando a Jerry e Elaine a sua nova vida, traçada pelo revolucionário mousse de cabelo. Antes que possamos pensar na resposta para a pergunta “Existe homem mais bonito que Kramer?” os três são interrompidos pela discussão entre Harold e Manny, outros vizinhos estranhos, mas com um décimo da graça do Kramer.</p>
<p>É aí que a história é oficicialmente apresentada.</p>
<p>Jerry sossega a briga e fica então sabendo que o apartamento acima do seu havia desocupado e que, por miseros 400 dólares, uma pessoa sortuda poderia se mudar para ali imediatamente. Jerry corre para seu apartamento e fala para Elaine sobre a vaga no prédio. Ambos ficam eufóricos por alguns instantes e então Jerry se da conta da besteira que fez: colocou a ex-namorada morar sobre o seu teto.</p>
<p>Na trama paralela, George decide começar a usar uma aliança de casamento para que as mulheres fiquem mais interessadas nele. Praticamente um “enlarge your penis” dos anos 90. Mais a frente do episódio, ele descobre que usar uma aliança deixa as mulheres interessadas somente até o ponto de não quererem nada com ele.</p>
<p>Jerry fica sabendo que Elaine não poderia mais ficar com o apartamento, a não ser que tivesse 5 mil dólares. No momento em que Jerry está transmitindo as “más” notícias à Elaine, Kramer tem uma “boa” idéia, e numa sucessão de fatos e frases rápidas dignas de um episódio do Chapolin, Kramer acaba emprestando 5 mil dólares de Jerry para Elaine. E aí a trama vai adiante.</p>
<p>O episódio é bom, com momentos excelentes de Kramer que faz a simplicidade virar o caos numa rapidez absurda.</p>
<p>Só não consegui engolir o propósito humorístico de Manny e Harold. Em um release dedicado apenas aos dois, eu escreveria: “Dois personagens de culturas diferentes que brigam”. Não é nada mais do que isso. E nem deveria, tanto que a dupla não volta a aparecer no futuro do seriado.</p>
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		<title>The phone message</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 16:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chico Barney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[George se sente descartado pela namorada que não atende o telefone]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagino o estranhamento que esse episódio deve criar na cabeça dos fãs mais jovens de Seinfeld. Exibido pela primeira vez no longínquo fevereiro de 1991, <em>The Phone Message</em> versa sobre os problemas, na época modernos, de se comunicar com uma secretária eletrônica. Daquelas com direito a fita cassete e tudo, do tempo do onça.</p>
<p>Mas isso não significa que o humor de Seinfeld tenha ficado datado – muito pelo contrário. A história é a seguinte: George e Seinfeld, depois de um bom tempo na baga, marcam encontros com gatinhas. Jerry, malandrão como sempre, leva a dele para seu apartamento após o encontro – apenas para ficar decepcionado por ela gostar de um comercial ridículo. Já George mantém o ritmo frenético de derrotas: a moça convida para subir e &#8216;tomar um café&#8217;, e ele responde, austeramente, que não toma café a essa hora, pois senão o deixaria acordado a noite inteira. Logo que ela sai do carro, claro, ele se toca da burrice que cometeu.</p>
<p>O que se segue é George tentando, desesperadamente, tirar a suposta má impressão. Mas a moça não atende o telefone, o que deixa o cara cada vez mais nervoso – que, por sua vez, deixa recados cada vez mais bizarros na secretária eletrônica.</p>
<p>Arrependido e envergonhado, ele descobre que ela estava viajando, por isso não atendia o telefone. Sim, jovem leitor. Celular ainda não era um aparato exatamente popular na Nova York de 1991. Elaine então sugere que George troque as fitas da secretária eletrônica antes que a moça tenha tempo de ouvir os impropérios proferidos. George topa, não sem antes arrastar Jerry junto em sua cruzada.</p>
<p>O final é meio besta: depois de toda uma emoção para trocar as fitas, e dar quase tudo errado diversas vezes, a pretendente de George revela, displicente, que tinha ouvido os recados e achado tudo muito engraçado &#8211; &#8220;oh, seu brincalhão&#8221;, diz ela. Mas isso não tira o brilho do episódio, que com as trapalhadas do George faz deste um episódio para a família toda dar risada. As piadas do Jerry sobre comerciais e secretária eletrônica são sagazes como de praxe, material típico dele.</p>
<p>De negativo, só a participação quase nula do Kramer, que de vez em quando ainda parecia avulso na série.</p>
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		<title>The jacket</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 13:18:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ulisses Mattos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry compra uma jaqueta nova e precisa acompanhar Elaine em um encontro com seu amedrontador pai, que é um famoso escritor. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Ah, a carona. É como a sedução do canto da sereia. Nunca é o que parece ser. Ainda assim, quem de nós consegue resistir a ela?&#8221;</p></blockquote>
<p>O grande lema de Seinfeld era que se tratava de uma série &#8220;sobre o nada&#8221;. Muita gente já falou que isso é meio furado. É, na verdade, uma série sobre o cotidiano de quatro amigos (alguém lembrou de <em>Friends</em>?). Ou mesmo uma série sobre um comediante e as situações que inspiram seu <em>stand-up comedy</em>. Sinceramente, não tenho opinião formada sobre isso. Quem tiver, por favor, que se manifeste nos comentários.</p>
<p>Mas se os partidários da crença de que Seinfeld é realmente uma &#8220;série sobre o nada&#8221; precisarem de um exemplo para defender seus argumentos, podem muito bem pegar este episódio. &#8220;The jacket&#8221; é quase um episódio sem história. A trama se resume, praticamente, a &#8220;Jerry e George precisam ficar com o intimidador pai de Elaine enquanto ela não chega para um encontro&#8221;.  Só isso. Simples. Precário. Mas, como estamos falando de Seinfeld, é o bastante para encaixar várias situações que despertam risos.</p>
<p>As pequenas neuroses e flagrantes do ridículo humano estão presentes mais uma vez. A roupa que nos faz sentir melhor que todo mundo (a tal jaqueta do título), a música que não sai da cabeça, o ódio ao amigo que te deixou sozinho com uma pessoa com quem você não tem o que falar.  Sem contar um excelente trecho do show de Jerry, com uma máxima sobre como as pessoas podem se tornar amedrontadoras depois que se tornam pais, pois passam a ter o poder de criar gente.</p>
<p>É bom reparar no crescimento do personagem de Kramer. Ele começa a ter mais espaço. Em vez de só aparecer para soltar um gracejo, passa a criar situações que complicam os outros amigos. Kramer é como o George Harrison nos Beatles. Começou ofuscado e com os anos foi mostrando como podia render e trazer à luz canções como &#8220;Something&#8221;. É isso. Kramer vai se preparando aqui para também levar &#8220;something&#8221; à série sobre o &#8220;nothing&#8221;.</p>
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