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	<title>Movimento Seinfeld &#187; Primeira temporada</title>
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	<description>Reprises alternativas da nossa série favorita</description>
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		<title>The stock tip</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 02:59:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seu Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[No qual Jerry e George compram ações de uma empresa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Ou você nasce com senso de humor, ou não. Isso não muda nem que você venha desde o sol vermelho de Krypton até o sol amarelo da Terra.&#8221;</p></blockquote>
<p>A primeira cena desse episódio é matadora. Não a piada do Jerry, que não é tão boa, mas a cena mesmo. Ela é tão boa que ouso dizer que esse é o primeiro grande episódio de Seinfeld. É uma cena completa.</p>
<p>É aquela em que Jerry e George discutem sobre o senso de humor do Super-Homem. Não vou descrevê-la em detalhes porque não faria sentido, já que você deve ver o episódio. Elaine também chega depois, e fala sobre ter perdido uma uva na cozinha. E George dá a dica sobre as ações de uma empresa, que ele andou sabendo que vão subir.</p>
<p>É uma cena perfeita, pois conseguiu mostrar todas as coisas que a gente gosta na série, além de ter sido bem escrita, bem dirigida e bem atuada. A discussão profunda sobre um tema idiota. Elaine pedindo pra Jerry não comer atum por causa dos golfinhos que estão morrendo, e ele fala que já ajuda a humanidade dando passagem no trânsito (essa idéia de ajudar a humanidade fazendo uma coisa que está realmente ao seu alcance, mesmo que ela não seja tão nobre quanto salvar golfinhos, é interessantíssima). George sugerindo uma roubada. Tudo está lá.</p>
<p>E o episódio todo é muito certinho. Jerry viaja com Vanessa (que ele tinha conhecido em <em>The stake out</em>) durante o fim de semana. Ele diz que viajar com a namorada é como entrar numa máquina do tempo: você avança seis meses em três dias (passa a ganhar presentes melhores, pode andar pelado).</p>
<p>Temos dois bons personagens coadjuvantes. Aliás, essa é outra boa característica que fica bem evidente aqui: os personagens secundários. Neste episódio temos o dono do mercadinho e o cara da lavanderia que admite ter encolhido a camisa do Jerry. Outra grande coisa: Jerry explicando a Vanessa sobre os olhares que você dá a alguém que está falando no cinema, como se isso fosse uma coisa que todo mundo devia saber.</p>
<p>Por essas, jogo a questão aos colegas de movimento: esse é realmente o primeiro grande episódio de Seinfeld? Ou foi só a primeira cena que me deixou empolgado demais, e o resto é bem mais ou menos?</p>
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		<title>Male unbonding</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 02:59:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chico Barney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[No qual Jerry tem que lidar com um amigo um tanto desagradável]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Eu seria amigo do Stalin se ele tivesse uma mesa de pingue-pongue.&#8221;</p></blockquote>
<p>Este é certamente um dos episódios clássicos da série, cheio de chicotadas psicológicas que são puro ouro, no melhor estilo de Seinfeld.</p>
<p>A trama gira em torno de um amigo mala do Jerry, que insiste em forçar a amizade mesmo que os dois não tenham rigorosamente nada em comum, tirando o fato de terem morado na mesma vizinhança quando crianças.</p>
<p>E o cara é o maior cretino, totalmente autista. A cena dos dois na cafeteria eu acho que é uma das melhores nesse começo da série, com o Seinfeld inventando coisas absurdas só pra demonstrar que o amigão não presta a menor atenção no que ele diz.</p>
<p>Outra cena extremamente &#8216;vida real&#8217; é o Jerry aproximando a cabeça do telefone enquanto tenta terminar a conversa com seu desagradável ex-amigo em atividade. Fica claro que esse sempre foi o principal apelo do humor do programa &#8211; você vê as coisas escrotas que eles fazem e ou já fez algo parecido ou já teve muita vontade de fazer. Como ter por perto uma lista de desculpas para não sair com um amigo desprezível, por exemplo.</p>
<p>O episódio é recheado de pérolas típicas do trabalho de Seinfeld e também de Larry David, que escreveram esse juntos. A trama do George no banco, tentando trocar milhares de moedas, não faz o menor sentido, mas é muito engraçada &#8211; embora, conforme o tempo foi passando, eles tenham passado a amarrar melhor essas pequenas gags dentro da trama.</p>
<p>Acho que o destaque negativo fica por conta do Kramer, que ainda estava muito fora do tom. Até aqui, ele ainda parecia um mané DEFAULT das séries de humor do começo dos anos 90. Do jeito que o Michael Richards tava fazendo, podiam ter até chamado alguém tipo o Jeff Daniels, tranquilamente. E o pior que a história do &#8216;faça sua própria pizza&#8217; é muito boa.</p>
<p>De qualquer forma, acho <em>Male unbonding</em> um dos bons frutos da safra inicial da série. Coisa fina, certamente.</p>
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		<title>The robbery</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 03:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ulisses Mattos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Elaine fica no apartamento do Jerry por uns dias, e ele é assaltado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Gastei dinheiro na fechadura mais impenetrável que existe, mas ela tem uma falha no design: a porta tem que estar fechada!&#8221;</p></blockquote>
<p>O nome do episódio é <em>The robbery</em> só porque há um roubo na casa de Jerry quando ele deixa Elaine uns dias por lá. Mas o melhor título seria <em>A new apartment</em>, já que o ponto alto da história é a possibilidade de Jerry se mudar para um belo e amplo apartamento. Infelizmente, não foi só na escolha do título que a equipe mandou mal. A história toda carece de boas piadas. Trata-se, senhoras e senhores, de um “episódio menor” de Seinfeld.</p>
<p>Existem fãs de Beatles que não admitem que o quarteto de Liverpool tenha feito algumas musiquinhas fracas (“<em>Revolution 9</em>? Ah, essa é um experimento, não conta!”, dizem eles). Será que o mesmo acontece com os fãs de <em>Seinfeld</em>? Podemos admitir que há episódios fracos naquela que é apontada como a melhor série cômica de todos os tempos? Pois este aqui é uma prova de que nem sempre, ainda mais no começo da estrada, o seriado foi genial.</p>
<p>Não digo isso só porque faltaram piadas e situações excepcionais (uso “excepcional” no sentido literal, não pra disfarçar a carga pesada da expressão “criança retardada”). Na verdade, <em>The robbery</em> chega a trazer umas bobeiras constrangedoras, como quando Elaine brinca de “sombra” de Jerry, imitando seus gestos enquanto ele toma a decisão sobre alugar ou não o novo apartamento. Coisa de artista de rua (uso “artista de rua” para evitar a carga pesada que da expressão “palhaço-mendigo”).</p>
<p>O episódio, é claro, não é totalmente isento de humor, pois até em <em>Zorra total</em> corremos o risco de rir de algo em algum momento (especialmente se você for sádico e gostar de ver gente tendo que submeter ao ridículo para ganhar seu dinheiro). A piada de abertura, com Jerry comentando no show de stand-up sobre o quão imbecil é mostrar o dedo médio para ofender alguém, é muito boa. Mas só o fato de o melhor gracejo acontecer fora da historinha já é indício de que o episódio não é grande coisa. <em>The robbery</em> é fraco não só na comparação com o que virá nas próximas temporadas, mas também com os dois primeiros episódios.</p>
<p>E por falar em coisas que ainda virão na série, neste início de vida, Seinfeld ainda não é aquela produção que se destaca pelo politicamente incorreto. Foi graças a Seinfeld que muita gente tomou coragem para falar, digamos, em crianças retardadas, chamar artistas de rua de palhaços-mendigos ou zombar dos comediantes que ainda precisam trabalhar no <em>Zorra total</em>. As primeiras histórias da série ainda estão longe de contribuir para o combate ao politicamente correto. Mas o curioso é, que visto hoje, <em>The robbery</em>, que foi ao ar em junho de 1990, tem ingredientes que fariam chocar a audiência de hoje: ficamos sabendo que Jerry deixa a água da torneira de sua banheira escorrer pelo ralo durante longos minutos até que fique quente, que seu ar-condicionado tem um defeito que impede que seja desligado há anos, e que o sujeito joga fora sobras de comida, para não poluir sua geladeira. Uma série hoje, na era da preocupação ecológica, com um personagem cometendo esses delitos, seria logo apontada como politicamente incorreta.</p>
<p>Um último comentário cabe ainda nesta resenha. No finalzinho, quando Elaine vê uma gostosona que mora ao lado do apartamento pretendido por Jerry, reparem que ela olha para os próprios peitos e se considera esteticamente inferior. Nessas horas me bate uma vontade de falar “Elaine, sua tola. Você é gatinha, sim. Não inveja as outras. Tem muita gente que pensa como eu. Nós valemos uma esponja anticoncepcional!”. Aliás, eu diria que a personagem de Tina Fey em <em>30 Rock</em> também sofre da “Síndrome de Elaine”.</p>
<p><strong>Curiosidade sobre o episódio</strong></p>
<p>Como lembra o livro <em>Seinfeld – Tudo sobre a série</em>, de Wolfgrand Paes, Jerry fala que Elaine deve ir para a banheira se quiser fazer sexo em seu apartamento. No episódio <em>The English patient</em>, de 1997, Elaine diz a Jerry que sexo na banheira não funciona.</p>
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		<title>The stakeout</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 03:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronald Rios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry e Elaine - em seu primeiro episódio - lidam com a nova amizade após terminarem o namoro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Sagman, Bennet, Robbins, Oppenheim e Taft. Sagman, Bennet, Robbins, Oppenheim e Taft&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p>O primeiro episódio com a Elaine. Ela já surge como ex-namorada do Jerry, mas eles estão num período de adaptação. Eles vão a um aniversário de uma amiga da Elaine e lá têm que lidar pela primeira vez com um deles paquerando outra pessoa, o que gera uma tensão desagradável.</p>
<p>Um dos fatores diferenciais de <em>Seinfeld </em>é a opção por não ter &#8220;momentos tocantes&#8221;. Até as séries mais non-sense tem momentos amáveis e/ou tristes, que ganham o telespectador pelo coração, não (só) pelas piadas. Veja <em>Simpsons </em>com o Homer sempre tentando reconquistar o amor da mulher e dos filhos, por exemplo. Friends tem fortes momentos de emoção tanto entre casais quanto entre as relações de confiança entre os amigos. <em>How I Met Your Mother</em>, <em>The Office</em> e tantas outras são exemplos de comédias com momentos emotivos.  E não são poucas, porque esse é o &#8220;padrão correto&#8221;. Em Seinfeld, você pode contar nas mãos esses momentos emotivos. Aliás, numa mão só, eu te asseguro. Uma decisão que deixou isso acertado é que Jerry e Elaine não namoram, <strong>pronto e acabou</strong>. E que são extremamente confortáveis um com a amizade do outro, especialmente para falarem de outras paqueras. A série nunca cai naquele clichê onde um ajuda o outro a conquistar alguém e se vê apaixonado pelo amigo no fim das contas. O telespectador nunca é levado a crer nisso – nem ao menos a torcer – porque não há nem tensão sexual rolando entre eles. Só consigo lembrar de outra série com essa característica &#8220;sem coração&#8221;: <em>It&#8217;s Always Sunny In Philadelphia</em> &#8211; que é apelidada de &#8220;Seinfeld se tomasse crack&#8221;. Sabem de mais alguma?</p>
<p>A gente ainda tem um Kramer discreto, participando apenas de uma cena, sem uma trama própria dele. É mais ou menos a mesma coisa com o George, mas esse pelo menos tem uma participação na história principal, quando inclusive presenciamos o momentos de criação da sua maior mentira: Art Vandelay, sendo assim um episódio importante pro personagem também.</p>
<p><strong>Notas</strong>:</p>
<ul>
<li> O ator que faz o pai do Jerry vai mudar depois. Larry David e Jerry Seinfeld (criadores) sentiram que precisavam de algum ator mais &#8220;enfezado&#8221; pro papel.</li>
<li> Rich Little era um comediante que fazia imitações. Era conhecido por ser o homem de um milhão de vozes.</li>
</ul>
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		<title>The Seinfeld chronicles</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 02:53:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seu Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro episódio. Aquele em que uma amiga do Jerry vem a Nova York, e eles discutem se ela está ou não com intenções mais sacanas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria saber como eu teria visto o primeiro episódio de Seinfeld no dia em que ele foi lançado, lá em 1989. Eu teria gostado? Ou melhor: eu teria gostado do mesmo jeito que eu gostei quando eu vi pela primeira vez, já depois que a série tinha terminado? Eu sei que muita gente na época não gostou. Quer dizer, hoje a gente acha muito legal ver dois caras discutindo sobre &#8220;lacunas da sociedade&#8221; na televisão, mas será que isso não é só porque Seinfeld nos fez gostar? O que eu sei é que Seinfeld me influenciou muito. Me fez começar a olhar as coisas que a maioria – quem não acompanha a série, talvez – nunca olha.</p>
<p>Nesse primeiro episódio, uma amiga que Jerry conheceu em Michigan, Laura, tem que vir a Nova York pra um seminário, e talvez possa encontra-lo. &#8220;Tem que vir&#8221; e &#8220;talvez&#8221;. Jerry e George discutem se isso quer dizer alguma coisa sacana, ou é só amizade. Quando eles vão busca-la no aeroporto, George dá dicas de como interpretar o cumprimento. No começo do episódio, os dois discutem sobre o primeiro botão da camisa. Na lavanderia, eles falam sobre um cara que está com uma cesta cheia de produtos de limpeza e Jerry diz que uma coisa não pode ser &#8220;molhada demais&#8221;. São essas as &#8220;lacunas da sociedade&#8221;, os assuntos sobre os quais ninguém discutia. E seria essa a idéia da série: falar dessas coisas.</p>
<p>Revendo o episódio hoje, já sabendo de todas as coisas que ficam diferentes – a Elaine entra, o cachorro do Kramer sai etc – devo dizer que as coisas ficaram muito melhores. Acho George e Kramer um pouco forçados em alguns momentos desse episódio. Normal, eles ainda estavam desenvolvendo os personagens. Discutem-se muitas coisas interessantes, certamente. Algumas frases memoráveis, como &#8220;não acredito que você tá trazendo um colchão extra. Você devia trazer um cara extra também&#8221;.</p>
<p>E é por isso que eu pergunto: o Piloto está entre os melhores episódios da série? Você sinceramente acha que seria uma das pessoas que enxergaram o potencial da série, lá naquela época? Pense bem, é uma pergunta maluca, que envolve viagens no tempo. Sou eu sendo influenciado por Lost.</p>
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