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	<title>Movimento Seinfeld &#187; Episódios</title>
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	<description>Reprises alternativas da nossa série favorita</description>
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		<title>The bris</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 03:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry e Elaine vão ser padrinhos do filho de um casal de amigos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Aterrisse na calçada. É propriedade pública.&#8221;</p></blockquote>
<p>Sou adepto da corrente de pensamento ocidental que recomenda o uso livre e irrestrito de referências a &#8220;O Poderoso Chefão&#8221; sempre que há gancho, seja ele pertinente ou não. Por isso, há felicidade abundante neste episódio em que um convite para que Jerry e Elaine sirvam do equivalente a &#8220;padrinhos&#8221; na cerimônia de circuncisão do filho recém-nascido de um casal de amigos dá brecha a imitações nada convincentes de Don Corleone. É provável que a incapacidade de Jerry e Kramer imitarem de forma satisfatória Marlon Brando tenha sido uma piada erguida sobre uma incompetência real dos atores, mas tudo funciona a contento, tá tudo bem.</p>
<p>É nesses episódios que a estrutura dos roteiros da série, de teia de tramas interconectadas, redime o que seria um fracasso completo caso o foco se dirigisse apenas à velha abordagem do desconforto de Jerry e Elaine com as funções supostamente nobres que ganham na circuncisão do moleque. É território que costuma funcionar na série, mas a própria premissa soa frouxa de cara. Um indício de que os próprios roteiristas tenham tido a mesma opinião é a inclusão do personagem do <em>mohel</em>, o cidadão que faz a intervenção cirúrgica-religiosa na criança. Histérico, gratuito e bem engraçado, destoa bastante do conjunto e fica evidente no seu papel de muleta, numa vibe Zorra Total de humor pela excentricidade sem rumo – apesar do sensacional monólogo sobre cacos de vidro no tapete.</p>
<p>A melhor coisa do episódio é a trama de George, em busca da aparentemente impossível reparação financeira depois que um suicida salta do hospital e cai em seu carro perfeitamente estacionado numa vaga em teoria privilegiada. Não sei se é identificação exagerada com George ou sinal dos tempos, mas a lógica de George – um paciente do hospital se jogou da janela e caiu no meu carro; logo, o hospital é responsável pelo dano – me parece 100% razoável e nem um pouco insensível. Apesar disso, George aborda a diretora do hospital com um cuidado extremo e hilário, no que é certamente o melhor diálogo do episódio, principalmente pela deliciosa escolha de palavras e argumentação (&#8220;<em>The damage, unfortunately, has marred an otherwise fine automobile, rendering it virtually undriveable</em>&#8220;).</p>
<p>E fico feliz, ao ler no <a title="The bris na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Bris">verbete do episódio na Wikipedia</a>, que o sábio Larry David decidiu que, depois desse episódio, o público presente na gravação dos episódios não aplaudisse as entradas explosivas de Kramer em cena. É, sem dúvida, uma distração desnecessária.</p>
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		<title>The sniffing accountant</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 05:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seu Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry e Elaine desconfiam que o contador usa drogas, e George tenta um emprego de vendedor de sutiãs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Ele falava muita gíria? Ele usou a palavra &#8220;cara&#8221;?</p></blockquote>
<p>Sabe quando você está assistindo um filme, um desenho, uma série, ou o que seja, vê uma coisa e pensa logo de cara que algo vai acontecer por causa daquilo? Pense nos desenhos antigos, onde a gaveta a ser aberta era claramente diferente das outras. Você sabia com qual objeto do cenário o personagem ia interagir só de olhar pra coisa. Outro exemplo: quando um ator famoso pinta no meio de uma lista de coadjuvantes num filme. Dá pra saber qual dos entrevistados vai ser o escolhido, ou qual deles vai fazer a piada mais engraçada, é sempre alguém mais reconhecível que os outros. Entendeu onde eu tô querendo chegar? Pense naquela blusa ridícula do Jerry aqui nesse episódio. Aquela blusa é a gaveta laranja no armário amarelo.</p>
<p>Não quero ficar aqui julgando figurinos dos anos 90, quem sou eu pra isso, mas é óbvio que o Jerry usar aquela blusa é roteirismo. Tava na cara que o papel dela no episódio seria importante, algo tinha que acontecer pra justificar a presença daquilo. Aquilo é muito mal gosto, até pros anos 90.</p>
<p>A trama do episódio gira em torno desse contador que cuida das finanças do Jerry e faz o imposto de renda pra Elaine. Eles acham que ele é um drogadito, cheirador, cocainômano, porque na vez que o encontram ele está fungando e indo ao banheiro e planeja uma viagem pra América do Sul. Isso gera algumas situações bem engraçadas, daquelas cheias de coincidências, alguns ótimos momentos do Kramer – inclusive uma das clássicas dele, tomando uma caneca de chopp com um cigarro na boca, – o Newman também aparece e está bem.</p>
<p>Do outro lado, o pai do George está tentando achar um emprego pra ele, como vendedor de sutiãs. Eu gosto mais dessa trama. O pai e a mãe do George sempre são engraçadíssimos, só ficam discutindo o tempo inteiro. E aqui também tem uma chave, como a blusa feia do outro lado do episódio. Mas não é um objeto, é uma fala. George vai fazer a entrevista de emprego lá, e está mandando aquela velha lábia marota no entrevistador, que fica impressionado. E é aí que rola: o cara fala algo como &#8220;olha, a não ser que algo aconteça, a vaga é sua&#8221;. Ali! Quer dizer, &#8220;a não ser que algo aconteça&#8221;, esse &#8220;a não ser que&#8221; não existe. Algo sempre acontece. Algo sempre dá errado, principalmente com o George. É isso que ele faz: as coisas darem errado. Eis que menos de um minuto depois ele já está passando a mão na filha do chefe e perdendo a vaga.</p>
<p>E no final, a culpa era mesmo da blusa.</p>
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		<title>The glasses</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 04:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[George precisa de novos óculos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Ele não sabe diferenciar uma maçã de uma cebola e ele é sua testemunha ocular?</p></blockquote>
<p>O <em>The glasses</em> é um daqueles episódios que passam por medíocres se não forem assistidos com um certo cuidado. E o tal cuidado ao assistir Seinfeld é um só: identificar, na banalidade do teu dia-a-dia (hífen?) e na tua personalidade, aqueles traços que ganham um certo matiz humorístico se vistos com estas cores.</p>
<p>(Tu me perguntas: mas tá, não é isso que os comediantes stand up fazem hoje em dia? E por que tu os acha ridículos? Bem, amigos, respondo: eles estão 20 anos atrasados)</p>
<p>Na cena inicial do <em>The glasses</em>, Elaine questiona Jerry se já cuspiu em alguém (não) e se ele já pensou em cuspir em alguém (sim). Eu mesmo já cuspi várias vezes nas pessoas lá em baixo. Hoje em dia menos. E não acreditaria se você me dissesse que nunca o fez.</p>
<p>Kramer faz a sua 145ª entrada no apartamento do Seinfeld com a notícia dos 30% de desconto que ele conseguiu em um ar-condicionado para o Jerry. Costanza entra logo em seguida, vestindo sensacionais óculos (de grau) de natação. Ranzinza, como sempre, George afirma que precisa sair daquela cidade, já que lhe roubaram os óculos na academia. Jerry questiona, com a sutileza que lhe é peculiar, se o amigo procederá a uma viagem ao centro da Terra. Sacam a referência entre os ridículos óculos de natação à la <em>steampunk</em> e a obra de Julio Verne? Então.</p>
<p>O roteiro escrito por Tom Gammil e Max Pross (o primeiro deles, diga-se), tem como eixo a caçada de Costanza por novos óculos e principalmente as inseguranças que o envolvem e envolvem Jerry. A visita de Costanza à Ótica recomendada por Kramer  – que, claro, disse que bastava mencionar seu nome para conseguir um desconto – tem como resultado o seu suposto testemunho da traição de Amy (que estava saindo com Jerry) com o seu primo Jeffrey (filho do Uncle Leo e rival subentendido de Seinfeld).</p>
<p>Costanza, de tanta indecisão, compra uma armação feminina. Jerry, inseguro no seu relacionamento, compra um ar-condicionado para agradar a namorada ao mesmo tempo em que tenta induzi-la a confessar uma traição testemunhada pelo cego Georgie Boy. Elaine, mordida por um cachorro e amedrontada pelo caso de Bob Sacamano, começa a apresentar sintomas de raiva.</p>
<p>Ao fim e ao cabo, Jerry leva Amy na casa do primo Jeffrey e confronta a namorada que nunca havia o traído. Costanza engana um cego e troca suas armações femininas com ele. Elaine cria um trauma com cachorros e é vacinada. <em>Bottom line is</em>: nunca confie em quem usa óculos. Nem em ex-gordos. Mas isso eu explico em outro episódio.</p>
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		<title>The puffy shirt</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 23:24:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry tem que usar uma camisa ridícula num popular programa de televisão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Mas eu não quero ser um pirata!&#8221;</p></blockquote>
<p>Este episódio da camisa bufante foi um dos muitos dos que gosto mais do plot secundário do que do principal. A idéia de usar uma camisa ridícula acaba sendo um humor mais infantil e escrachado do que o dilema de voltar morar com os pais novamente, vivido por George. Esta história paralela agrega muito mais ao show do que a obviedade de se submeter à humilhação de aparecer vestido de forma espalhafatosa. O que, em nenhum momento, quer dizer que uma é sem graça e a outra não. Pelo contrário, as duas são excelentes, impecáveis. Apenas prefiro um tipo de humor a outro.</p>
<p>O episódio já começa de forma promissora, com diálogos hilários onde Jerry e George se vêem numa competição de quem tem pais que fazem coisas piores. George então faz o que eu mais gosto de vê-lo fazer na série: veste o ar de “Loser master fodão”, e com as devidas pausas, do alto de sua sapiência e experiência no assunto em questão, tira um exemplo de algo simplesmente imbatível. Sim, George, você é <em>hors concours</em>. <img src='http://movimentoseinfeld.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>GEORGE: Ouça bem. Minha mãe nunca riu. Jamais. Nenhuma gargalhada, nenhum sorriso, nenhum sorrisinho. Ela nunca fez &#8216;Ha&#8217;.</em></p>
<p>Em pouco tempo somos apresentados ao plot principal: Kramer arruma uma nova namorada, que fala tão baixo que deixa todos à sua volta constrangidos por não entenderem o que fala. Ela acaba de produzir a roupa que dá o título do episódio – uma camisa branca em estilo pirata. Jerry e Elaine só conseguem se comunicar com ela porque Kramer ajuda com seus próprios comentários em seguida. No entanto, quando ele vai ao banheiro, o casal chuta o balde e passa a concordar com tudo o que ela diz, sem fazer a menor idéia do que seja. E uma delas foi justamente concordar em usar a camisa ridícula no <em>Today Show</em>, da NBC.</p>
<p>E como é impossível assistir Seinfeld sem fazer um constante paralelo com a nossa vida, esta cena também me prendeu. Meu pai tem um problema genético de audição, e tenho percebido que ando perguntando “O quê?” e “Como?” com uma frequência maior ultimamente, o que aumenta minha paranóia nesse sentido. Não sou hipocondríaco, acho eu, mas esse é um assunto que, junto com a inevitável calvície, eu aguardo apreensivamente como um condenado a caminhar por uma imensa prancha até ser jogado ao mar.</p>
<p>De volta ao George, mais uma comparação cruel com a minha vida: a mãe de George insiste para que ele faça um concurso público. Enquanto acha que as oportunidades do governo são uma boa solução para ele, a minha tenta me fazer parar de trabalhar com internet e passar a fazer algo mais produtivo. Ele diz que não quer trabalhar para os correios, e eu digo que não quero ser fiscal de nada nem trabalhar para o IBGE. <img src='http://movimentoseinfeld.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Mas o mais bizarro pra mim acontece segundos depois. George não aguenta a conversa com os pais, e sai do restaurante para espairecer. No caminho, esbarra em uma senhora, que fica encantada com suas mãos, e oferece um trabalho de “modelo de mãos”. E eu, recentemente, fui abordado pela designer da agência onde trabalho, que, ao ver minhas mãos, pediu para que a deixasse fotografá-las segurando um cartão para a <a title="Mãos do Gustavo" href="http://movimentoseinfeld.com.br/wp-content/uploads/mao.jpg">campanha que estamos desenvolvendo neste momento</a>!</p>
<p>Fala sério! Seinfeld começa e me assustar.</p>
<p><em>JERRY: Bem, e as minhas mãos? Não entendo como as suas mãos podem ser melhores que as minhas.<br />
GEORGE: O que, você está brincado? As juntas são todas fora de proporção, tem cabelo por toda parte – de onde você tirou que pode comparar as suas mãos as minhas? Essa mão vale um milhão!<br />
JERRY: Bem, é isso que você ganha evitando trabalho manual a vida inteira.</em></p>
<p>George, claro, passa a se gabar das mãos daí pra frente, e encerra a cena saindo da casa de Jerry, mas não sem antes colocar luvas térmicas de forno para protegê-las na rua. Ahaha, George, você é patético. <img src='http://movimentoseinfeld.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Uma surpresa extremamente agradável foi ver uma deliciosa referência ao meu episódio preferido de Seinfeld, o <a title="The contest" href="http://movimentoseinfeld.com.br/episodios/the-contest.html">The contest</a>. No estúdio, George descobre que seu predecessor, uma outrora lenda no mundo dos modelos de mão, perdeu a mobilidade definitivamente devido ao excesso de masturbação. Ele então tranqüiliza a todos afirmando que seu autocontrole era tão eficiente que já o havia feito até ganhar um concurso especializado.</p>
<p>Por fim, a camisa estraga a vida de todo mundo. Jerry a usa no programa ao vivo, mas diante das piadas do apresentador, acaba confessando que não gosta dela. A campanha de arrecadação de fundos para os sem-teto da Elaine fica prejudicada pelo ridículo que ele passou no ar, e ela é demitida; a namorada de Kramer perde uma fortuna em investimento, e o namoro se acaba; George, ao ridicularizar a roupa, é empurrado pela estilista e cai com as mãos em cima do ferro quente, acabando permanentemente com a perfeição de suas mãos, e de seu novo e lucrativo emprego; e Jerry passa a ser ridicularizado pode onde passa, ouvindo piadinhas sobre sua aparição com a roupa de pirata.</p>
<p>Confesso que me passou pela cabeça dar uma revisada mais atenta no meu armário, por via das dúvidas. <img src='http://movimentoseinfeld.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>The mango</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 14:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Doni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Nós precisamos fazer sexo pra salvar a amizade.&#8221; Um rapaz dizia frequentemente que queria se matar, mas que sempre acabava desistindo. Quando perguntavam a ele por que escolhia continuar vivendo afinal, a resposta era a mesma: “eu não suporto a ideia de ser esquecido pelas pessoas depois de morrer”. Um exemplo mórbido, mas que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Nós precisamos fazer sexo pra salvar a amizade.&#8221;</p></blockquote>
<p>Um rapaz dizia frequentemente que queria se matar, mas que sempre acabava desistindo. Quando perguntavam a ele por que escolhia continuar vivendo afinal, a resposta era a mesma: “eu não suporto a ideia de ser esquecido pelas pessoas depois de morrer”. Um exemplo mórbido, mas que não é tão difícil assim de compreender. Não é difícil, por exemplo, me pegar pensando em relacionamentos passados e, como bom neurótico que sou – quem de nós não é um pouco George Costanza? – fico relembrando as situações patéticas que contribuíram para que essas relações se tornassem passado: a verdura entre os dentes no jantar em que eu a pedi em casamento me faz pensar que se não tivesse pedido uma salada como entrada, já poderia estar me divorciando agora. Outra situação, com outra garota, me faz pensar que chamar um táxi para levá-la ao motel no segundo encontro não é uma ideia tão boa, e que ter um carro costuma ser uma solução melhor.</p>
<p>Mas uma certeza que eu sempre tive, e que compartilho com Kramer, é a de que quando a hora chega, eu sei apertar os botões certos, sempre soube. Não ligo muito se elas me acham um idiota arrogante ou um infame que não sabe escolher o momento para fazer piadas ruins, mas fico aterrorizado quando imagino que posso não ter dado a cada uma delas o prazer fenomenal e inesquecível que imagino ter oferecido. Afinal, compartilho com o rapaz do primeiro parágrafo o desejo de não ser esquecido, e não há maneira melhor de ser lembrado do que demonstrando habilidade na hora de apalpar os melões e de sentir a textura do abacate para saber se está no ponto, sem falar do quanto é importante perceber se a manga está suculenta antes de mordê-la.</p>
<p>Em minha fantasia, é bem possível que ela nem saiba qual minha profissão, para que time torço ou o nome de minhã mãe, mas se nos encontrarmos entre as prateleiras cheias de frutas da quitanda, ela vai sorrir marotamente lembrando-se da explosão de sabores que era a <em>plantain</em> que ela provou comigo e nunca mais teve igual, e é absurdo pensar que algum outro homem pode ter demonstrado mais conhecimentos hortifrutigranjeiros que eu, isso seria impossível!</p>
<p>Mas, não é incomum que, para elas, nós sejamos tão saborosos quanto um pêssego que acabou de ser resgatado de uma enchente no CEASA, e aí entra em cena a piedade cruel que só as mulheres sabem ter: o gosto da nossa fruta nem de longe é equiparável ao prazer que elas sentem depois do risoto, e quando isso acontece elas podem simplesmente fingir: um incentivo que alimenta nossa crença de sermos amantes inesquecíveis e que nos impulsiona a continuar plantando e colhendo.</p>
<p>É bom que seja assim. Nem sempre precisamos saber da verdade ou conhecer a realidade. De fato, para não corrermos riscos e para que não morra nossa esperança de realizar grandes colheitas, bom mesmo seria namorar a <em>Meryl Streep</em>.</p>
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		<title>The pilot</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 13:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ulisses Mattos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry e George conseguem, finalmente, produzir o episódio piloto de Jerry]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Você sabe que mensagem você está passando para o mundo quando usa calça de moletom? Você está dizendo ao mundo: &#8216;Eu desisti. Não consigo viver em sociedade. Eu sou um infeliz, então pelo menos quero me sentir confortável&#8217;</p></blockquote>
<p>O título desse episódio duplo de fim de temporada dizia tudo. Ou melhor, dizia tudo pra quem vinha acompanhando a série, claro. &#8220;<em>The pilot</em>&#8221; é o episódio em que é mostrado o piloto da <em>sitcom</em> que Jerry e George escreveram. Vemos como finalmente a NBC dá sinal verde pra gravação do piloto e como são escolhidos os atores que vão interpretar os amigos de Seinfeld, fechando a ideia apresentada no terceiro episódio desta que foi a quarta temporada.</p>
<p>Esse episódio, pra mim, é muito positivo por dois motivos. Vamos ao primeiro, com que muita gente deve concordar. “<em>The pilot</em>” é bom porque está cheio de piadas boas, referências a episódios anteriores (com direito a participação especiais) e tem um trama que se completa daquele jeito classicamente seinfeldiano, ou seja, com as tramas se encontrando no fim. É muito legal ver que o fator que vai derrubar o programa de Seinfeld é totalmente relacionado à subtrama protagonizada por Elaine. É o desprezo dessa insensível mulher pelo amor do  presidente da NBC que vai fazer naufragar o sonho de Jerry e George. É sempre maneiro ver funcionando essa característica dos roteiros da série.</p>
<p>É neste episódio também que há uma famosa observação de Seinfeld sobre as pessoas que usam moleton em seu dia-a-dia. “<em>Você sabe que mensagem você está passando para o mundo quando usa calça de moleton? Você está dizendo ao mundo: &#8216;Eu desisti. Não consigo viver em sociedade. Eu sou um infeliz, então pelo menos quero me sentir confortável&#8217;</em>&#8220;. Uma das pérolas da série, sem dúvida. Também são divertidíssimas as cenas com os atores se candidatando ao papéis de Elaine, George e, principalmente, Kramer. O ponto alto é quando nosso Cosmo aparece pra tentar interpretar a si mesmo. E quando as gravações acontecem, Seinfeld mostra bom humor ao confessar que é péssimo ator, uma crítica que ele realmente recebia na época.</p>
<p>Bom, por todos esses ingredientes, o episódio duplo já valeria. Mas pra mim, teve um gosto extra: acabar com essa palhaçada de metalinguagem. Eu não curti essa coisa de uma série que mostra um personagem tentando fazer com que uma série exista. Acho um recurso já desgastado. E me irritava mais ainda pela incoerência que era ter George como um dos criadores do tal seriado. Na vida real, a série Seinfeld foi criada por dois gênios do humor, o próprio Jerry Seinfeld e Larry David, que depois viria a ganhar seu próprio programa, o <em>Curb your Enthusiasm</em>. Mas como é que um perdedor como George, que nunca fez nada de humor na vida, seria o criador de um <em>sitcom</em>? Por que Jerry dividiria com ele sua própria série? Eu sei, eu sei que George Costanza é baseado em Larry David. Mas o mal-humorado Larry já ganhava a vida escrevendo humor quando se juntou a Seinfeld para criar a série. E isso definitivamente não acontecia com George.</p>
<p>Talvez, daí tenha nascido minha implicância com esse arco. Não importa. Só sei que fiquei aliviado em não ver mais essa historinha nas outras temporadas. Bom, na verdade, não exatamente o fim da tal série dentro da série. O piloto que vimos aqui acaba sendo retomado no último e derradeiro episódio de Seinfeld. Mas isso é outro papo, que vamos abordar aqui no Movimento Seinfeld daqui a muitos meses. Não mude de canal.</p>
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		<title>The handicap spot</title>
		<link>http://movimentoseinfeld.com.br/episodios/the-handicap-spot.html</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 13:54:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Palladino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Um episódio que mostra que deficientes dirigem, sim, e que tentar levar vantagem costuma dar certo (mas não dessa vez)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Deficientes não querem vagas especiais, eles querem ser tratados como nós. Por isso as vagas estão sempre vazias&#8221;</p></blockquote>
<p><em>The Handicap Spot</em> é mais um dos episódios medíocres de uma série repleta de episódios medíocres (no sentido mais concreto e literal). É a essência de Seinfeld: apropriar-se de tudo o que é vil no ser humano e transformar em humor corriqueiro.</p>
<p>Costuma-se dizer que Seinfeld é uma série atemporal se pensarmos na ausência de <em>cliffhangers</em>, embora sua intertextualidade faça com que vários episódios precisem ser vistos para que uma compreensão mais ampla possa ocorrer. <em>The Handicap Spot</em> toma uma parte de <em><a title="The parking garage, com texto do Castrezana" href="http://movimentoseinfeld.com.br/episodios/the-parking-garage.html">The Parking Garage</a></em> e consegue adaptá-la a outro contexto.</p>
<p>O stand-up de abertura fala sobre casamento, um dos temas abordados no episódio. O noivado de um amigo – O Drake – faz uma costura e perpassa vários assuntos, culminando no que acredito ser o assunto principal: a vaga para deficiente físicos e, obviamente, o que ela realmente significa para os personagens e para a sociedade.</p>
<p>George toma emprestado o carro de seu pai – que não é interpretado por Jerry Stiller neste episódio – e vai com os amigos a um shopping comprar o presente de noivado para O Drake. Imagino várias interpretações quando penso na vaga do estacionamento: a de um tempo passado coexistindo com o presente e remetendo ao famoso <em><a title="The parking garage, com texto do Castrezana" href="http://movimentoseinfeld.com.br/episodios/the-parking-garage.html">The Parking Garage</a></em>; a de uma inversão de valores lançada por Kramer em direção a George com o objetivo da obtenção da vaga; à interpretação pobre e errônea de George ao falar brevemente sobre feminismo. Enfim, o recorte pode ser feito em qualquer um dos pontos que a ideia central da série é preservada.<br />
Efetivamente, o que ocorre é que George, sempre, sempre <em>loser</em>, resolve estacionar o carro na vaga de deficientes e obviamente causa problemas a si e a uma moça cadeirante que se acidentou pois não estacionou na vaga especial. Uma multidão se revolta e cerca o carro, esperando o dono aparecer. Os quatro fingem que não sabem de nada e esperam o tempo passar em outro lugar. Ao voltar&#8230; carro destruído. Problemas. Dos males, o menor: o presente de noivado foi comprado, mas creio que George pouco se importe.</p>
<p>Algum tempo passa, George explica a situação ao pai, Jerry e Elaine resolvem visitar O Drake e sua respectiva (vulgo <em>Drakette</em>) e Kramer, o virtuoso, volta do hospital após visitar a cadeirante acidentada. E volta apaixonado. George, na companhia compulsória de Kramer, vai a uma loja tentar comprar uma cadeira de rodas para a moça. Parece o mínimo que deve ser feito – mas o mínimo custa muito, principalmente para George.</p>
<p>Jerry e Elaine seguem com seus planos, visitam o casal, elogiam a televisão que eles mesmos compraram e, como bons egoístas, não percebem que havia algo errado. Algo muito errado: o casal se separou e mais um convite ao debate moral em Seinfeld é feito: todos se sentem injustiçados pelo transtorno pelo qual passaram ao comprar um presente a um amigo (gesto positivo da parte deles) que resolveu se separar (gesto negativo do amigo). A interpretação é fantástica: eles querem a televisão de volta. Lógica para principiantes. George, inclusive, se mostra feliz ao saber que se separaram: para ele, há o direito de pegar o presente de volta e alocar o dinheiro na compra da cadeira de rodas. Grande barganha.</p>
<p>Não é preciso dizer que o desfecho é drástico: uma cadeira precária é dada à moça, que se acidenta novamente; o pai de George vai preso por parar em uma vaga de deficientes; Drake, sentindo-se culpado, deu a TV à ex-noiva, que absurdamente (!) doou à caridade.</p>
<p>Definitivamente, não consigo ver um personagem que tenha saído no lucro dessa vez.</p>
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		<title>The smelly car</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 16:33:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marianna Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry deixa o carro com um flanelinha e na volta encontra-o possuído por um cheiro terrível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Você está louco? Não tá entendo o que estou dizendo? Isso não é só um cheiro, você precisa de um padre pra se livrar dessa coisa!&#8221;</p></blockquote>
<p>Terrivelmente emocionada por estar escrevendo aqui, vou falar do episódio do carro fedido.</p>
<p>O episódio começa no estacionamento do restaurante onde Jerry e Elaine jantaram, e estão esperando o flanelinha pegar o carro de Jerry. Ela quer sair logo de lá para encontrar o novo peguete dela. Estranho isso, Jerry sai com ela pra jantar e depois vai deixá-la na casa do cara. É como naquele episódio &#8220;The Summer of George&#8221; em que George sugere Jerry que dividam as tarefas de se estar com uma mulher. Um cuida do emocional, e o outro do sexual. Uma boa idéia se você conseguir arrumar uma mulher louca o suficiente.</p>
<p>Bom, o carro chega, e alguns momentos depois de saírem, percebem que o carro está muito, mas muito catinguento. Está com &#8220;odor corporal&#8221; numa tradução apurada do que a gente chama de cêcê. E não é um cêcê qualquer, é um super cêcê, que impestiou o carro inteiro. Eles chegam à conclusão de que o flanelinha devia estar fedendo e agora o carro também.</p>
<p>Elaine chega no encontro dela, na casa do cara, que foge bem do tipo dos caras que ela costuma sair. Ele dá um beijo seguido de um abraço, e quando cheira o cabelo dela, lá está o cêcê do carro. Ele decide não comentar nada com Elaine.</p>
<p>Mudando de cena, George está na locadora, e vê um casal de lésbicas. Ele está curtindo muito a situação, até que vê que uma delas é sua ex, Susan. É um medo aceitável. Um cara pode ser tão repugnante a ponto de tornar um mulher lésbica? Fazê-la ficar longe de caras por um tempo tudo bem, mas trocar completamente de time, é um feito muito grande para um homem, se fazer tão horrível assim a ponto de manchar a reputação de um gênero inteiro. Eu acho honroso.</p>
<p>No dia seguinte, o carro de Jerry ainda fede. Fede muito. Parece feder mais ainda do que no dia anterior. Elaine então comenta que o tal cara com quem ela se encontrou disse que tinha que acordar cedo no dia seguinte. Obviamente estava mentindo porque, de acordo com Jerry (e isso torna a afirmação completamente verdade), um homem nunca recusa sexo, mesmo tendo que acordar cedo. Homem que é homem, dá um jeito. Kramer então entra no apartamento e sente que Jerry está fedendo. Elaine liga os pontos e percebe que o homem deve ter &#8220;liberado&#8221; ela porque estava fedendo também. O fedor está vivo e se prendendo a todos perto dele.</p>
<p>Elaine toma banho, lava o cabelo, e ainda fede. O homem não quer nem chegar perto dela. Enquanto isso, Kramer acaba ficando com a namorada de Susan, Jerry leva o carro para uma SUPER lavagem e Elaine vai no cabelereiro fazer também uma. Mesmo depois das lavagens, o carro ainda fede, e o cabelo de Elaine também. Jerry desiste do carro e dá para um cara qualquer na rua. Me surpreendeu que Jerry tenha aguentado tanto tempo aquele fedor, sendo tão limpinho que é. Eu mesma to com uma camisa muito fedorenta agora, mas estou usando porque é minha camisa de dormir preferida.</p>
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		<title>The junior mint</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 13:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Carbonell</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Kramer causa confusão numa cirurgia e Jerry não consegue lembrar o nome da namorada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Por que eu compro bananas? Elas só duram um dia&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p>Quando fui escalado (ou, err&#8230; me escalei) para minha estreia no movimento Seinfeld, com o episódio <em>The Junior Mint</em>, senti uma certa aflição. Esse deve ser um dos episódios que MENOS vi na vida, possivelmente menos do que cinco vezes, o que é uma cifra mínima em minha história de fã. Mas essa falta de familiaridade com o episódio sumiu quando botei o DVD e a primeira cena do episódio aponta o &#8220;plot&#8221; de Jerry e sua namorada, cujo nome &#8220;rima com uma parte da anatomia feminina&#8221; (da qual ele não se lembra!). Esse plot é, pra mim, o mais importante (e melhor) do episódio, e que se torna vítima de uma grande injustiça: não vingou como título. Mas rendeu momentos hilários.</p>
<p>&#8220;Mulva&#8221; é, talvez, uma das palavras mais memoráveis de todos os episódios de Seinfeld para mim&#8230; E não é apenas o nome, é a entonação com que Jerry fala &#8220;Mulva&#8221; ao tentar chutar o nome de sua &#8220;date&#8221;, com o cantinho da boca, diminuindo e esticando o som ao final da palavra, como quem não tem certeza do que está falando! Hilárias também são as situações criadas por Kramer e George para ajudá-lo na tarefa de fazê-lo lembrar o nome dela, todas infrutíferas. É interessante ver o desfecho do plot, com a revelação do nome da dita cuja, um nome tão esquecível quanto perfeito para a rima. Não lembra do nome? <a title="Cena no YouTube" href="http://www.youtube.com/watch?v=hp5DVHQnITc">Clique aqui e veja a cena final</a>! <img src='http://movimentoseinfeld.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Além desta situação, tenho que (protocolarmente) destacar o próprio plot do <em>Junior Mint</em>: uma situação em que Kramer e Jerry assistem a uma cirurgia em uma sala de operação/sala de aula prática de medicina e deixam cair uma bala DENTRO da barriga aberta do paciente. Esse é o tipo de comédia &#8220;física&#8221; que menos me agradou em Seinfeld ao longo dos anos, muito adequada para o hilário Kramer, mas menos interessante pra mim, que curto mesmo os diálogos ácidos e situações possíveis. Talvez eu seja criticado por isso, mas os diálogos de Seinfeld estão para o <em>sitcom</em> como os de Quentin Tarantino estão para o cinema.</p>
<p>Apesar de o argumento central de <em>The Junior Mint</em> ser um tanto improvável, o que foi reconhecido por seu roteirista principal nos extras do DVD, a execução foi muito boa. Cenas memoráveis merecem destaque, como a discussão entre Jerry e Elaine sobre Poconos (Jerry se fazia de namorado de Elaine, que não queria parecer interessada pelo paciente do episódio, outrora muito gordo) e o choro de George (um tanto afastado desse episódio) ao assistir <em>Esqueceram de mim</em>. E uma das cenas com frase clássica de Kramer, em que ele está decidido a reformar seu apartamento para ficar cercado de madeira (papel de parede e formipiso), completando profeticamente a Jerry: &#8220;<em>Wood, Jerry. WOOD!</em>&#8220;.</p>
<p>Enfim, <em>The Junior Mint</em> normalmente <a title="TV.com" href="http://www.tv.com/seinfeld/show/112/top.html">figura</a> <a title="Associated content" href="http://www.associatedcontent.com/article/791109/top_10_seinfeld_episodes_.html?cat=39">em</a> <a title="NYDailyNews" href="http://www.nydailynews.com/entertainment/tv/2008/07/08/2008-07-08_a_look_back_at_the_best__and_worst__sein.html">listas</a> de <a title="Den of Geek" href="http://www.denofgeek.com/television/302781/top_10_seinfeld_episodes.html">top 10</a> <a title="FoRK" href="http://www.xent.com/FoRK-archive/may98/0146.html">episódios</a> de Seinfeld. E rever esse episódio certamente me ajuda a lembrar o porquê de minha adoração pela série!</p>
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		<title>The implant</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 03:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[E a dúvida se os peitos espetaculares da namorada do Jerry eram de verdade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Você não toca o nariz. Você não aspira alcançar o nariz. Você não arranca nada para chegar ao nariz, e homem nenhum jamais tentou olhar pela narina de uma mulher!&#8221;</p></blockquote>
<p>“The Implant” é mais um dos clássicos episódios de Seinfeld.  Boas tramas para os quatro personagens principais – mesmo que as tramas de Jerry e Elaine sejam a mesma – e passagens muito engraçadas, prova de que sem dúvida alguma esse era o melhor momento da série.</p>
<p>Jerry está saindo com Sidra, vivida por Teri Hatcher (aliás, convocando a ala masculina do Movimento, que mulher!) e está bastante animado com a relação. Elaine, numa típica atitude feminina e que certamente todos aqui já presenciaram em alguma mulher, diz a Jerry que os seios de Sidra são falsos, ou seja, implantados.  Jerry, aquele que todos sabemos, termina seus relacionamentos pelos motivos mais fúteis, não acredita no testemunho de Elaine, já que ela disse nunca ter visto Sidra nua. Ótima cena com Jerry e Elaine, terminando com a mania de George se sentar sempre à direita das mulheres, enquanto Jerry senta-se sempre à direita e Elaine dizendo que as mulheres não tem “lado”, apenas jogam na defensiva.</p>
<p>A trama de George começa com uma cena no sofá de sua nova namorada, Betsy. George não pode sentar à esquerda de uma mulher no sofá, mas para seu azar Betsy não ouve bem com o ouvido direito. Estaríamos diante de um grande impasse, mas um telefonema põe fim ao caso, pois Betsy descobre que sua tia morreu. Alguém no movimento tem problemas quanto ao lado do sofá em que está sentado?! Particularmente, eu me dou bem indo para ambos os lados! Adoro esta cena, principalmente quando Betsy está ao telefone recebendo a notícia sobre sua tia e George fazendo mímica, com cara de pouco interessado, mas fazendo cara de lamento quando Betsy olha pra ele. Dá-lhe Jason Alexander!</p>
<p>Kramer passa todo o episódio tentando saber se um aluno da academia é o escritor Salman Rushdie. Como o Movimento também é cultura, este escritor, de origem indiana, é o autor de <em>Versos Satânicos</em> (1989), um romance considerado ofensivo pelo Islamismo, e que fez com que o Aiatolá Khomeini condenasse Rushdie à morte.</p>
<p>Após Elaine ver Sidra nua na sauna e então garantir que os seios dela realmente são falsos, Jerry termina tudo com Sidra. Cá pra nós, faz tanta diferença assim seios falsos ou verdadeiros?! Pra mim, desde que sejam bonitos&#8230;</p>
<p>George decide ir ao funeral da tia de Betsy, vendo isso como uma chance de “avançar” no namoro. Como para George nada pode ser feito de graça, sempre buscando vantagem em tudo, ele decide viajar pedindo um desconto na tarifa, alegando morte na família. Evidentemente ele se dá mal, como sempre, e isso torna tudo ainda mais engraçado. Durante o velório, que nos Estados Unidos mais parece uma festa de família, George acaba se atracando com o irmão de Betsy, que foi tirar satisfações após vê-lo mergulhar um snack no molho, morder, e mergulhar outra vez. Muitos podem achar isto nojento, mas os Caçadores de Mitos descobriram que o <em>double dipping</em> não é o mesmo que “levar sua boca inteira para o molho”. Aliás, segundo o mesmo programa, a quantidade de micróbios contidos no molho não aumenta significativamente após o <em>double dipping</em>.</p>
<p>Jerry reata com Sidra após Elaine tocar em seus seios e descobrir que eles são verdadeiros. Sidra acaba por descobrir que Jerry e Elaine se conhecem e que Elaine estava investigando a procedência de seus seios e então termina com Jerry. Coube à própria Sidra esclarecer a dúvida de todo o público, dizendo a Jerry que seus seios eram reais e espetaculares! Eu concordo!</p>
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