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	<title>Movimento Seinfeld</title>
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	<description>Reprises alternativas da nossa série favorita</description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Mar 2010 14:09:02 +0000</lastBuildDate>
	
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		<title>The visa</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 14:09:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Bragança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Babu, o carismático paquistanês, é deportado por causa de uma confusão com a correspondência do Jerry]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Eu vou economizar cada centavo. Um dia, vou voltar pra América e me vingar desse homem. Eu não posso esquecer. Ele me persegue. Ele é um homem muito mau. Um homem muito, muito mau.&#8221;</p></blockquote>
<p><em>The Visa</em> começa com Jerry explicando o que é o advogado: &#8220;aquele que lê as instruções&#8221;. Diz que o famoso &#8220;Protesto, Meritíssimo&#8221; é a versão adulta do &#8220;não estou com medo&#8221;. Daí o juiz pode vir a aceitar, o que seria o mesmo que &#8221;dãã&#8221;, ou negar, o que seria &#8220;está com medo sim&#8221;.</p>
<p>George estava no <em>The Corner</em> aguardando por Jerry e Elaine, e acaba conhecendo uma advogada chinesa, Cheryl, que o acha divertidíssimo. Ela pergunta se os outros amigos dele também são engraçados, e ele diz que não. Ele diz ser &#8220;o palhaço&#8221; do grupo. Acaba caindo na real depois, se lamentando com Elaine. George quer evitar a todo custo um encontro entre os quatro. Cheryl aceita sair para jantar com George, que a leva no restaurante que Jerry menos gosta, só que ele acaba aparecendo por lá, convencido por Elaine. A chegada dos dois já diverte a advogada, para desespero de George.</p>
<p>Elaine faz uma pergunta jurídica para Cheryl, sobre um processo por ter derrubado um entregador de comida chinesa, e acaba descobrindo que o rapaz é primo de Cheryl e ela mesma é a advogada de acusação. Esse contato faz com que o processo contra Elaine seja retirado.</p>
<p>Ainda no início do episódio, Jerry reencontra o paquistanês Babu Bhatt trabalhando como balconista do <em>The Corner</em>. Ele agradece a Jarry pelo novo emprego e a vaga no mesmo prédio onde mora. Acontece que Jerry esteve viajando com seu show e suas correspondências ficaram acumuladas nesse período. E por engano, a carta de renovação do visto de Babu ficou em meio às cartas de Jerry. Com isso, ele não renovou o visto e foi detido. Jerry sente-se culpado e procura Cheryl. O engraçado é que, como George recomenda a Jerry que não seja engraçado com ela, a postura dele nesse encontro é de praticamente um depressivo.</p>
<p>Jerry e Elaine vão até a detenção conversar com Babu e contam o que aconteceu. Ele fica muito irritado com a verdade, mas eles explicam que tudo está sendo resolvido. No carro, Cheryl abre o jogo com George e diz estar atraída pela &#8220;melancolia pertubadora&#8221; de Jerry. George fica desconcertado e começa a dizer que ele é muito engraçado e conta que foi uma armação para que ele se colocasse daquela forma. Ela se decepciona e vai embora.</p>
<p>O irmão de Babu aparece no apartamento de Jerry, dizendo que ele foi deportado para o Paquistão. George chega em seguida para contar a conversa com Cheryl. O entregador de comida chinesa chega com a refeição de Kramler, que voltou do acampamento antes do previsto devido a um incidente com Mickey Mantle. O entregador é Ping, o primo de Cheryl. Elaine agradece por ele ter retirado a ação, mas ele avisa que Cheryl o convenceu a retomar o processo, inclusive duplicando o valor da indenização.</p>
<p>No Paquistão, Babu conversa com um amigo, e promete economizar cada centavo para um dia retornar aos EUA e se vingar de Jerry.</p>
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		<title>The movie</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 03:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marianna Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry, George, Elaine e Kramer vão ao cinema]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Um homem pode assistir o filme mais idiota e chato do mundo se existe a mínima chance que uma mulher irá tirar a camisa nele.&#8221;</p></blockquote>
<p>Tudo começa com Jerry no <em>Improvisation</em>. Ele ia fazer um show, mas ia atrasar. Ele não poderia fazer mais tarde porque tinha outro show 21h50, e depois iria ver o filme <em>Checkmate</em> (mais um filme fantasia da série) com a gangue. Vendo que não tinha saída, ele desistiu do filme e decidiu que ia fazer o show mais tarde mesmo. Um substituto entrou em seu lugar nesse show.</p>
<p>Jerry foi ao outro gig, e o homem da porta diz que ele está atrasado. O show era 21h15, e não 21h50. Taí uma coisa muito boa na nossa língua. A gente pode confundir N com M, B com P, mas hora não tem como. Ou seja,  se tivermos um bom relógio, nunca chegaremos atrasados a uma partida de boliche.</p>
<p>Seinfeld perdeu dois shows do dia. Pelo o menos faria o de mais tarde. Então eis que encontra com o substituto do primeiro show, que faz piadas mais horrendas que posts prontos do Kibe. E ele é CHATO. Bem, não tem como não ser né.</p>
<p>Jerry tem que ir ao cinema para avisar aos amigos que não vai poder ir. Olha isso, é como mandar uma carta pra avisar que teve um derrame e que precisa de ajuda. O tal do substituto sugere rachar um táxi, e Jerry tenta sair dessa de todo jeito.</p>
<p>George, Elaine e Kramer já estão no cinema. Mas eles achavam que estavam na fila para comprar, quando estavam na fila pra entrar. Ou seja, o filme vai começar e eles não tem ingresso. E já esgotou. Kramer lembra que tem uma sessão mais tarde em outro cinema, que ainda dá pra pegar. Então decidem ir. Mas se Jerry chegar? Ah, então o Kramer fica e George e Elaine vão.</p>
<p>Por isso eu odeio cinema com GALERA. Não que eu tenha ido muitas vezes,  porque não tenho muitos amigos, mas acho chato demais. Além de ter a complicação de marcar quando todo mundo pode, se encontrar horas antes e se alguém for chegar atrasado, guardar lugar, ainda tem o problema de ter que COMENTAR o filme logo depois. Até só com uma pessoa às vezes é irritante, por isso. Principalmente em filmes profundos como <em>Ponce de León</em>, porque você ainda tá tonto com o filme, pensando na vida, no sentido das coisas, na tristeza, ai vem a pessoa e fala &#8220;GOSTOU DO FILME? QUAL SUA PARTE PREFERIDA?&#8221;</p>
<p>Porra, é que nem perguntarem como tá o empadão antes de eu mastigar.</p>
<p>Enfim, Jerry está no táxi com o tal do chato. E ele é chato demais. Ele está pedindo pro Jerry prometer que não vai comer mais peixe, como alguém que pede pra prometer que vai fazer <em>Muay Thai</em>. Enquanto isso, Kramer está na fila esperando Jerry. Mas está com muita fome, e do outro lado da rua tem um lugar de cachorros quentes, o <em>Papaya King</em>.</p>
<p>No outro cinema, o filme vai começar e nem Kramer nem Jerry chegaram. Então Elaine entra e vai tentar guardar 3 lugares. George fica do lado de fora esperando pelos outros. Ninguém chegou ainda, então George vai buscar Kramer. Elaine fica sozinha no cinema e desiste de guardar os lugares. Só que quando George chega no outro cinema, Kramer foi pro <em>Papaya</em>. George volta pro cinema, e agora Jerry chegou. Isso é muito frustante. Esse é um episódio que claramente não faria sentido nos dias de hoje. Ele inteiro poderia ser resolvido com um celular.</p>
<p>Enfim, Jerry entra na sala pra falar com o pessoal (ele pensa que eles estão no primeiro cinema. Todos se desencontram mais um milhão de vezes. Tantas vezes que falar tudo seria ridículo de grande. George acaba entrando no <em>Rochelle Rochelle</em>. Elaine perde o lugar quando vai comprar pipoca e entra no <em>Rochelle Rochelle</em> para esperar o outro filme terminar. Jerry chega atrasado e perde o terceiro show do dia. Sem o que fazer, vai ver <em>Rochelle Rochelle</em> com o chato. Agora, o que custa negar uma ida ao cinema com um chato esquisito? Enfim, os três estavam finalmente na mesma sala e o filme estava uma merda, e resolveram sair.</p>
<p>Moral da história: compre um celular.</p>
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		<title>The pick</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 13:09:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Palladino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[O episódio em que não se sabe se Jerry cutuca ou não o nariz]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Aposto que até Moisés cutucava o nariz. Todos aqueles anos no deserto, aquele ar seco&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p>Não considero <em>The Pick</em> um episódio para ficar entre os melhores, mas considero memorável por ter <em>plots </em>muito marcantes com os quatro personagens. Talvez até esse seja o motivo para eu considerar o episódio excessivo e sem foco.</p>
<p>O título do episódio faz referência a um simples ato que Jerry faz enquanto no trânsito – cutucar o nariz. Sua &#8220;namorada&#8221;, uma modelo da Calvin Klein, está coincidentemente em um táxi ao lado e presencia o ato (que Jerry alega ter sido apenas&#8230; &#8220;por fora&#8221;). O que é curioso na história é que há uma certa inversão de papéis: Jerry, que é o tipo de pessoa que termina relacionamentos por motivos tão banais, agora se pergunta o que há de tão grave e errado no ato em que cometeu. <em>Nada, Jerry, nada</em>. Mas aposto que sua ação seria a mesma, caso se desse o inverso.</p>
<p>Os outros três personagens têm papéis marcantes. George se lamenta e questiona seus relacionamentos amorosos; lamúrias sem fim a respeito do término do namoro com Susan no início do episódio definem para o espectador o jeito Costanza de ser. Isso e, é claro, sua instabilidade crônica e incapacidade para tomar decisões. Típico George.</p>
<p>Kramer tem seu momento de fama – também muito típico do personagem – quando vira modelo &#8220;underwear&#8221; da Calvin Klein, logo após de ter ido ao escritório da C.K. argumentar sobre &#8220;The Ocean&#8221;, o perfume com cheiro de praia que havia sido sugerido por ele à marca. Mesmo sabendo que possivelmente poderia ganhar royalties do produto, Kramer aceitou o papel de modelo. Típico Kramer.</p>
<p>Quanto a Elaine, creio que seja ela a dona da parte mais duradoura do episódio:  ao resolver mandar cartões de Natal personalizados com sua foto (tirada por Kramer), um botão de sua blusa fica aberto e deixa um mamilo aparecendo. Essa é a história que permeia quase todo o episódio – que pra mim deveria se chamar, ao invés de <em>The Pick</em>&#8230; <em>The Nip</em>.</p>
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		<title>The airport</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 10:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Léo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Kramer e George têm que buscar Jerry e Elaine no aeroporto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Eu nunca conheci um homem que soubesse tanto sobre nada.</p></blockquote>
<p>Este episódio de Seinfeld – <em>The Airport</em> – deveria estar na videografia obrigatória de qualquer comediante, aspirante a comediante, redator de comédia, enfim, alguém que vive de escrever ou fazer humor. Duas características básicas da teoria da comédia são a repetição e o exagero. E, se os roteiristas de Seinfeld fossem dar uma aula sobre repetição e exagero, este episódio seria a aula.</p>
<p>O mote do episódio não poderia ser mais simples: Jerry e Elaine estão voando de volta para casa e pedem a George que os busque no aeroporto. Com esta ideia você faria um episódio inteiro, bem amarrado e engraçado do início ao fim? Nem eu, mas eles fizeram.</p>
<p>Pra começar, TODAS as cenas de repetição deste episódio possuem um nível altíssimo de exagero. Não são meras repetições de palavras e situações. Mas o exagero não nos soa estranho, tamanha a naturalidade do texto. A situação mais emblemática desta repetição é a situação do Kramer. No início do episódio ele vê um sujeito no aeroporto e o acha familiar. Logo depois ele descobre que aquele sujeito o deve duzentos dólares há vinte anos. E a partir daí ele tenta, a qualquer custo, reaver o dinheiro. E a solução pensada com ele é a pitada (e que pitada) de exagero da situação: ele compra uma passagem para poder entrar no mesmo avião que o sujeito, passagem esta que custou mais que duzentos dólares.</p>
<p>As cenas intercaladas de Jerry e Elaine respectivamente na primeira classe do avião e na classe econômica – devido a um cancelamento de emergência – são simplesmente sensacionais e repetem exatamente a discrepância exagerada entre a primeira classe e a classe econômica. E no final tudo isso se encontra para nos mostrar um fim que nos fazer pensar “<em>putz! Só podia terminar assim!</em>”.</p>
<p>Isso é Seinfeld.</p>
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		<title>The contest</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 02:16:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Capanema</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Os quatro apostam pra ver quem fica mais tempo sem se masturbar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Você é mestre do seu domínio?&#8221;</p></blockquote>
<p>Foi impossível de dizer NÃO para o convite de <a title="Seu Felipe" href="http://seufelipe.com.br/">Seu Felipe</a> para escrever aqui no Movimento Seinfeld. Eu comecei a assistir Seinfeld no ano passado – se eu não me engano – na Sony, passava a tarde, depois da escola, eu curtia muito, não perdia por nada. Sempre é engraçado. Posso ver quantas vezes que eu quiser um episódio que sempre terá graça, portanto, parabéns a todos os envolvidos.</p>
<p>O episódio The Contest com certeza é um dos meus episódios favoritos da série Seinfeld. O tema era mais para PRAZER SEXUAL, ou CONTROLE DE PRAZER SEXUAL, digamos.</p>
<p>Neste episódio, George foi pego pela a mãe dele se masturbando, e contou para os seus amigos, o que aconteceu, que a mãe dele ficou aterrorizada e acabou caindo, machucando as costas, então George prometeu que nunca mais iria se masturbar. Então o resultado da conversa fez o grupo – Jerry, Kramer, Elaine e George – entrar numa competição para determinar quem irá consiguir ficar mais tempo sem se masturbar.</p>
<p>No mesmo dia, Kramer mostra uma mulher nua no outro apartamento, pela janela do apartamento do Jerry. Então, Kramer saiu da aposta, porque depois de ter visto a mulher, ele foi bater umazinha para a muié. Então, ele pegou o dinheiro, deu para os três e perdeu a aposta.</p>
<p>No mesmo dia, também, George visita a sua mãe no hospital onde está internada, que alais, do lado onde a mãe dele estava internada, tinha uma cortina branca que dividia com uma paciente &#8220;sensacional&#8221; – segundo George – que veio uma enfermeira, sensacional também, para dar um banho de esponja na muié que estava do lado, e ele estava vendo o que estava acontecendo na hora, e começou a ter vontade de bater umazinha para o que estava acontecendo do lado da cortina, mas controlou.</p>
<p>No mesmo dia, TAMBÉM, a noite, Jerry saiu com a Marla, a virgem, que ele estava louquinho para fazer sexo com ela, mas não podia, por causa da aposta, e por causa que ela dizia que não estava pronta.</p>
<p>Na hora de dormir, nenhum conseguia do grupo conseguia dormir – menos Kramer – porque não bateram umazinha ou não tiveram sexo.</p>
<p>Então, Elaine perde a aposta, e paga, pois fez sexo com um tal de John Kennedy Jr. Aí sobraram apenas Jerry e George.</p>
<p>No mesmo, dia Marla fica pronta para o sexo, só que tinha um problema, Jerry tava na aposta, e acabou contando para ela, e Marla acabou terminando com ele, e saiu chorando. Então Jerry, se danou para a aposta e começou a olhar a mulher nua, enquanto a Elaine perdia John para a Marla.</p>
<p>No final, todos batem uma – Kramer, transou com a muié nua – e conseguiram todos dormir.</p>
<p>Se a resenha foi uma baita porcaria, não me julguem. Tenho 13 anos, e a minha mente não é fertil, tomo drogas aos 6 anos, e não consigo me livrar do vício. abs!</p>
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		<title>The virgin</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 02:06:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seu Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry e George têm uma reunião com o pessoal da NBC sobre o piloto (e Jerry namora uma virgem)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Sempre que eu acho que eu estou fora, eles me puxam pra dentro novamente!&#8221;</p></blockquote>
<p>Esse episódio é sobre <em>timing</em>, esta qualidade por tantas vezes esquecida pelos comediantes. Quer dizer, não sei se &#8220;esquecida&#8221; é a palavra certa, já que não tenho certeza se dá pra você treinar isso ou se é uma coisa que já vem dentro da pessoa desde o nascimento, como bom-gosto ou aquele lance de olhos verdes no inverno e azuis no verão. E se você não sabe muito bem ou não tem certeza sobre o que é timing, recomendo procurar por &#8220;Ricky Gervais&#8221; e &#8220;Diogo Portugal&#8221; no YouTube, ver alguns videos dos dois e notar a diferença. Enfim, o tal do <em>timing</em>.</p>
<p>Rolam vários momentos que mostram que todos os envolvidos (e aproveito pra mandar parabéns pra eles) sabiam o que estavam fazendo.</p>
<p>A cena em que Jerry estava conversando com Marla no apartamento. Os dois estão na cozinha, Jerry oferece o Snapples, ela não aceita; eles estão falando do ex-namorado dela, que tinha ido pra Alemanha e dá pra ver que ela vai contar alguma coisa; o interfone toca, é a Elaine; o interfone toca outra vez, é a Elaine de novo, a porta não tinha abrido da outra vez; a conversa parece que vai caminhando pra um final surpreendente, Marla vai ficando meio nervosa até que BOOM, ela fala que é virgem e BOOM, Elaine abre a porta com um sorriso nos lábios e começa a contar uma história sobre ter derrubado o diafragma ou algo que o valha. Perfeito.</p>
<p>George e Jerry estão tentando ter ideias pro piloto, no apartamento do Jerry. Eles resolvem pedir comida chinesa enquanto isso. Acontece que a comida acaba atrasando, porque Elaine e Marla furam o sinal de pedestres e Ping, o entregador, sofre um acidente de bicicleta por causa disso e derruba toda a comida dos dois.</p>
<p>Jerry e George estão no escritório da NBC, esperando pela reunião. George quer desistir, como sempre, e fica tentando inventar uma desculpa sobre ter dor nas costas ou sobre a irmã dele ter morrido, pra poder fugir da reunião (eles não tinham nenhuma ideia ainda). Aí ele vê David Letterman passando no corredor, e vai falar com o cara sobre uma ideia que ele tinha tido pra se livrar da Susan (como Susan era grande fã do Letterman, ele ia &#8220;oferecer&#8221; ela pra ele, pra poder terminar o namoro sem comprometer o piloto). Assim que ele sai, a secretária chama, e o Jerry tem que entrar sozinho. Ele começa tentando vender a história do restaurante chinês, eles não aceitam. Então ele tenta uma ideia idiota do George, sobre um cara ser condenado a servir como mordomo porque ele não tinha dinheiro pra bancar um acidente de trânsito. E o pessoal da NBC curte essa ideia e nessa hora o George entra na sala. No calor do momento, ele beija Susan na boca, o que acaba fazendo com que Susan seja demitida, já que a chefe dela não sabia do namoro dos dois. George então fica livre pra usar a cantada do &#8220;eu sou roteirista&#8221;, já que a Susan chutou ele por causa da demissão.</p>
<p>George está no telefone, com a Susan, e o Kramer tá sentado no sofá, vendo Jeopardy, e fica gritando as perguntas empolgadíssimo, enquanto o George tá na tensão recebendo as notícias da demissão da namorada.</p>
<p>Eu até que gosto dos Irmãos Farrelly, que escrevem esse episódio. Prefiro os Coen, mas gosto dos Farrelly também. Eles fazem umas comédias, são caras engraçados. São deles <em>Deby &amp; Loide</em>, <em>Quem vai ficar com Mary</em>, <em>O amor é cego</em>, <em>Amor em jogo</em> (a adaptação mais fraca de um livro do Nick Hornby) e parece que eles vão fazer modernizar os <em>3 Patetas</em>.</p>
<p>O episódio tem várias situações bem engraçadas. O lance de o Kramer ter dado a televisão pro George porque tava ficando viciado. A cena com o Jerry falando pro George que ele e Susan são namorados porque Susan guarda absorventes na casa do George. O George usar aquela jaqueta de esqui durante seis anos com a etiqueta porque &#8220;as mulheres gostam de esquiadores&#8221;.</p>
<p>Esse foi o único episódio que eles escreveram, pena.</p>
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		<title>The opera</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 13:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronald Rios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Os quatro vão a uma ópera e Kramer e George viram cambistas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Eu não gosto de ópera. Por que eles cantam? Quem canta? Se você tem algo a dizer, diga.</p></blockquote>
<p>O episódio da vez é o <em>The Opera</em>. Aquele episódio que eles vão na, pasme, ópera. Elaine tá saindo com o Crazy Joe Devolla, que por sua vez quer surrar o Jerry. Kramer tem ingressos para o show e George tá animado com a ideia de ser um cambista. Todos lembram, né? Quem não se lembra – ou não viu –, corre para ver.</p>
<p>Um ponto que eu gosto nesse episódio é que exploram legal o Jerry fraco, Jerry frangote. Não sei se vocês sabem, mas um dos motivos pelo qual Seinfeld não foi aprovado quando rolou o piloto (pois é), foi que o personagem principal fraco era FRACO, meio covardão. Meio PUSSY, coloquemos no nosso vocabulário URBANO.</p>
<p>Por exemplo, quando ele ouve a ameaça do Joe na secretária eletrônica e SURTA. Aquilo é muito covardão. Para essa NOVA GERAÇÃO de consumidores de ENLATADOS, que estão acostumados com DEXTER MORGAN e HANK MOODY, dois protagonistas BAD MUTHERFUCKERS, o Jerry realmente soa meio covardão mesmo.</p>
<p>Uma cena inusitada é quando o Seinfeld dá uma de BULLY para cima dum senhor na fila de entrada no teatro. O Seinfeld engrossa a voz e o cara vai embora. E ele diz: &#8220;<em>Eu gosto desse público da ópera. Faz com que eu me sinta durão.</em>&#8221; É a mesma sensação que eu tenho quando vou num show de indie rock. Posso WHOOPAR aquelas bundas protegidas por calças skinny. Mas em show de rap, é diferente. RESPECT.</p>
<p>FEAR.</p>
<p>FRIENDSHIP.</p>
<p>Vamos em frente.</p>
<p>Uma parada que eu gosto também é o fato do Kramer virar cambista. Veja bem, o George está com ele vendendo ingressos, mas ele não é um cambista. Ele ATUA como cambista. Ele ainda é o George medroso e precipitado, topando vender o ingresso pela primeira oferta que fazem a ele. O Kramer não, eu curto ele porque ele é super CAMALEÃO na série. Ele vira o que ele quiser, sem mentir para ninguém. Nesse episódio ele É um cambista perfeito. Fala as gírias, tem os trejeitos. Isso que era – é – bom no personagem. Ele não é um golpista, um mentiroso, ele é o que ele quiser ser. Não vou ficar falando de outros episódios, mas aguardem <em>The Strike</em> para vocês verem do que eu estou falando. Ou <em>The Merv Griffin Show</em>. Aliás, Felipe, me reserva o <em>Merv Griffin Show</em> para escrever? Obrigado. <em><strong>N.E. Reservado.</strong></em></p>
<p>No mais, é Elaine com um relacionamento ruim – a cena dela fugindo do Joe é tensa – e George tentando lucrar a qualquer oportunidade. Bons momentos.</p>
<p>Aliás, outra cena tensa é a da briga no parque. Essas paradas mais boladas acontecem nos episódios escritos pelo Larry Charles. Episódio que ele escreve sempre tem uma violência maneira no esquema. Escreveu um bom número de episódios.</p>
<p>Então é isso aí. <em>The Opera</em>, bom episódio, curto muito. Boas gags, boas piadas do Jerry, e um Kramer demais.</p>
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		<title>The Cheever letters</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 12:54:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[George tem que contar aos pais de Susan sobre o chalé. Jerry faz um comentário infeliz num encontro e Kramer tenta conseguir novos charutos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“A calcinha que sua mãe escolheu para você!”</p></blockquote>
<p>A metalinguagem é a figura de linguagem mais presente na 4ª temporada de Seinfeld. Com o seriado já consolidado na emissora – mesmo sem ainda ser o enorme sucesso que seria mais adiante – os criadores decidiram que era hora da série contar a sua própria história, ou seja, o principal assunto seria um convite da NBC para que Jerry criasse uma <em>sitcom</em>.  <em>The Cheever Letters</em> é uma das exceções ao tema principal da temporada, pode ser considerado uma continuação de <em><a title="Bubble boy" href="http://movimentoseinfeld.com.br/episodios/bubble-boy.html">The Bubble Boy</a></em> e retrata os acontecimentos posteriores ao incêndio que destruiu o chalé do pai de Susan.</p>
<p>Logo na primeira cena Jerry e George estão discutindo sobre como seria a reação do pai de Susan ao saber do incêndio que destruiu o chalé. Seria o primeiro encontro de George com seus &#8220;sogros&#8221;, e Jerry faz questão de exibir todo o seu sarcasmo em frases como: &#8220;<em>É, você vai causar ótima impressão!</em>&#8220;. O raciocínio construído por Jerry para demonstrar toda a ironia daquela situação – Pai de Susan dá charutos a George, que os repassa a Kramer, que deixa um deles aceso no chalé e causa o incêndio – é hilariante.</p>
<p>Kramer entra no apartamento reclamando de não mais poder jogar golfe no clube privado, já que não tinha mais os charutos que usava para “barganhar” um convite. Após pedir a George que peça ao pai de Susan outra caixa – e evidentemente ouvir George dizer que nunca faria isso – Kramer decide buscar outros meios de conseguir seus desejados &#8220;<em>cubans</em>&#8221; e passa todo o episódio nesta busca. Para os nossos dois contratados da NBC qualquer desculpa é válida para fugir da &#8220;obrigação&#8221; de criar um roteiro e então Jerry, após ser lembrado por George, telefona para Elaine na Pendant, mas é obrigado a papear com a secretária Sandra antes, o que o chateia bastante. Está criada a trama de Jerry e Elaine: Sandra fica chateada por Jerry ter reclamado com Elaine que precisa conversar por “20 minutos” antes de conseguir ter sua ligação transferida. Elaine pede a Jerry que ligue para Sandra e diga que foi um mal-entendido. Jerry, mais que contrariado, concorda em ligar, mas acaba sendo convidado a sair com Sandra, e se vê obrigado a aceitar. Difícil descrever com palavras o quão engraçada é esta cena, e todo o cinismo de Jerry, reclamando horrores com Elaine e ao mesmo tempo fingindo ter gostado do convite para Sandra.</p>
<p>Na casa dos pais de Susan o jantar não poderia ser mais embaraçoso. George e Susan, após ouvirem Henry comentar o quanto o chalé lhe era especial, se revezam para contar a ele que agora tudo não passava de cinzas e que nada havia sobrado. Engraçadíssimo! Como em <em>Seinfeld</em> nenhuma família é normal, os pais de Susan não fogem à regra. Henry é o homem que nunca ri. Sua mulher, ao contrário, bebe todas e ri de todas as gracinhas de George. Quando fica sabendo que o chalé queimou, mal se contém.  Muito cara de pau o George tentar usar o “raciocínio” de Jerry para fazer com que o pai de Susan ache que toda aquela situação é cômica.</p>
<p>O encontro de Jerry com Sandra evolui para uns “amassos” e “conversas sujas” no apartamento dele, porém tudo termina mal após um comentário infeliz sobre a calcinha dela. Sandra sai com raiva da casa de Jerry, que fica com medo que ela conte o que aconteceu pra alguém, principalmente Elaine.  Concordo com o George, não acho que o comentário seja agressivo. Anormal sim, agressivo não. Aliás, belíssima cena no Monk&#8217;s, com o detalhe do catchup voando quando Jerry conta as partes mais “sujas” da conversa com Sandra.</p>
<p>Jerry e George decidem ir ao cinema e passam antes na casa de Susan. Após conhecerem o resto da família – o irmão e uma tia, igualmente estranhos – o porteiro entrega a Susan uma caixa, dizendo ser a única sobra do incêndio. Susan vê que são cartas antigas e acaba por ler uma delas em voz alta, descobrindo e ao mesmo tempo revelando a todos que seu pai tinha um caso homossexual com John Cheever, um escritor americano.</p>
<p>Kramer aparece na casa de Jerry com três amigos que encontrou na Missão Permanente de Cuba, todos fumando os legítimos <em>cubans</em>.</p>
<p>A cena final mostra Jerry tentando discretamente saber se Elaine já sabe dos detalhes de sua noite com Sandra, mas tudo indica que não. Após reembolsar Elaine o valor dos telefonemas que ela fez usando o telefone da empresa e que foi obrigada a pagar após Sandra contar ao chefe, temos um dos mais marcantes momentos de Seinfeld em todos os tempos. Elaine se despede dizendo a todos que sairá para comprar calcinhas, as calcinhas que a mãe dela escolheu. Jerry e George ficam boquiabertos e ao fundo temos o som das gargalhadas mais estridentes do público que presenciava a gravação.</p>
<p><em>NE: Não há registros de que John Cheever fosse homossexual.</em></p>
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		<title>The bubble boy</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 17:58:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iberê</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Jerry briga com uma fã porque não gostou do próprio autógrafo, George quase mata um rapaz com uma doença séria e Kramer bota fogo em um chalé]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Um juicer é uma das melhores maneiras&#8230; ele faz suco, extrai a polpa e também as vitaminas, para uma vida longa e cheia de vitalidade&#8221;</p></blockquote>
<p>A quarta e a quinta temporadas de Seinfeld são sem dúvida o ápice da série: são as duas primeiras que possuem arcos que ligam todos os episódios (Jerry e George tentando vender o programa para a NBC na quarta, George voltando a morar com os pais e o <em>coffee table book</em> sobre <em>coffee tables</em> de Kramer na quinta), são as duas últimas dirigidas por Tom Cherones e que contém episódios escritos por Larry Charles.</p>
<p>Charles, que depois se tornaria um diretor de grande sucesso com <em><a title="Borat" href="http://www.imdb.com/title/tt0443453/">Borat</a></em> e <em><a title="Brüno" href="http://www.imdb.com/title/tt0889583/">Brüno</a></em>, criou alguns dos roteiros com humor mais sombrio do programa, entre eles este <em>The Bubble Boy</em>, co-escrito com Larry David.</p>
<p>O episódio começa com Jerry e sua namorada Naomi chegando ao apartamento após jantarem num restaurante chinês. Essa cena tem dois momentos que mostram perfeitamente a natureza passiva-agressiva de Jerry: primeiro ele tenta evitar situações em que Naomi soltasse sua risada irritante (&#8221;<em>soa como Hortelino Troca-Letras sentado num juicer</em>&#8220;) – ela quer assistir <em><a title="Corra que a polícia vem aí" href="http://www.imdb.com/title/tt0095705/">Corra Que a Polícia Vem Aí</a></em>, ele sugere <em><a title="Holocausto" href="http://www.imdb.com/title/tt0077025/">Holocausto</a></em>. Depois, quando ela descobre a forma como ele havia descrito seu riso, Seinfeld tenta salvar a situação justificando que Hortelino é um dos personagens mais amados e conhecidos de todos os tempos e que o juicer é uma das melhores maneiras de se extrair suco de uma fruta.</p>
<p>Sem a namorada, Jerry acha que não poderá passar o fim de semana com George e Susan no chalé da família dela, construído pelo avô. George consegue convencê-lo a ir com Elaine. Kramer não foi convidado, mas de qualquer maneira já tinha planos para o final de semana. Sabendo que ele não poderia ir, George resolve convidá-lo.</p>
<p>A dificuldade que Jerry tem em dizer não traz mais inconvenientes: enquanto conversa com Elaine no Monk&#8217;s Cafe, ele é abordado por um entregador de <a title="Yoo-Hoo" href="http://www.yoo-hoo.com/">Yoo-hoo</a> que diz que o filho é um grande fã do comediante e pede para que ele visite o garoto – que tem problemas de saúde e não pode sair de uma bolha de plástico – no dia seguinte, quando o menino faz aniversário. Após Elaine insistir, Jerry concorda em conhecer o rapaz, que mora no meio do caminho para o chalé.</p>
<p>É aí que entra o tal &#8220;<em>bubble boy</em>&#8221; do título. Não fiquei contando, mas imagino que &#8220;<em>bubble boy</em>&#8221; seja dito pelo menos umas cinquenta vezes até o final do episódio, geralmente num tom de espanto ou compaixão. Lembro que a primeira vez que assisti esse episódio, toda vez que alguém mencionava o garoto eu imaginava um menino doente, frágil,  isolado do resto do mundo, uma coisa meio John Travolta em <em><a title="O rapaz na bolha de plástico" href="http://www.imdb.com/title/tt0074236/">O Rapaz na Bolha de Plástico</a></em>.</p>
<p>Devido a uma série de desencontros, quem vai parar na casa do tal garoto na bolha é George e Susan, ao invés de Jerry, que enquanto isso briga com uma garçonete em um diner para pegar uma foto de volta, porque achou que a frase que escreveu no autógrafo – <em>&#8220;Nothing&#8217;s finer than being in your diner&#8221; –</em> ficou muito ruim.</p>
<p>É neste momento que percebemos que este é um episódio de Larry Charles: ao encontrar o rapaz, Susan e George percebem que trata-se de um moleque completamente escroto e mimado (e que além de tudo é fã de <em><a title="Ugly Kid Joe" href="http://www.uglykidjoe.info/">Ugly Kid Joe</a></em>!). Ele pede para Susan mostrar os peitos e desafia George para uma partida de <em>Trivial Pursuit</em> (um jogo de perguntas e respostas que, acho, nunca foi lançado no Brasil).</p>
<p>George faz o que se espera dele: não só aceita o desafio como acaba se atracando com o rapaz através da bolha mesmo, tudo por causa de um erro de impressão em uma das respostas do jogo: ao invés de &#8220;<em>moors</em>&#8221; (&#8221;mouros&#8221;), a resposta que Costanza esperava era &#8220;<em>moops</em>&#8220;. A bolha acaba estourando e o menino tem de ser levado para o hospital, George discutindo a resposta com o rapaz até a caminho da ambulância. Uma pequena turba se junta para bater no baixinho careca da cidade que tentou matar o pobre <em>bubble boy</em> e George, Susan, Jerry e Elaine conseguem fugir, pegando o caminho de volta para o chalé.</p>
<p>Kramer não aparece muito neste episódio, mas tem uma participação fundamental: ao ter o seu compromisso cancelado, resolve ir encontrar os amigos no chalé junto com Naomi, que se arrependeu de ter abandonado Seinfeld. Chegando no chalé, ele esquece um charuto aceso, que cai em cima de uma pilha de jornais.</p>
<p>O episódio termina com os quatro chegando no chalé em chamas. As consequências desse desastre são mostradas no próximo episódio: <em>The Cheever Letters</em>.</p>
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		<title>The watch</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 00:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Palladino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Quarta temporada]]></category>

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		<description><![CDATA[Um maluco, um loser, uma família complicada, uma série tentando ir ao ar e, de quebra, um relógio e uma carteira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span><span>&#8220;Nunca faço isso. Você não é maluco, é?&#8221;</span></span></p></blockquote>
<p>Como continuação de<em> <a title="The wallet" href="http://movimentoseinfeld.com.br/episodios/the-wallet.html"><em>The Wallet</em></a></em>, vocês conhecem a história: <em>pitching</em>, negociações, NBC, George sendo um <em>loser</em> mais uma vez.</p>
<p>O episódio começa em um restaurante, com Jerry, seus pais e Uncle Leo sendo os personagens de sempre. Para mim, são quatro malucos, cada qual a sua maneira. A mãe que quer “arranjar” o filho. O pai que quer sempre pagar a conta. Jerry, não necessariamente maluco, só obsessivo e blasé. E Uncle Leo&#8230; um chato-engraçado, típico parente que todo mundo tem.</p>
<p>A cena do restaurante é cortada para Susan dando más notícias a George: não aceitaram as “regras” que ele demandou. George, você não é o Ted Danson da época e <em>Jerry</em> não é <em>Cheers</em>. Como pessoa sem senso de julgamento, George não entende a recusa e o total cancelamento da proposta, e arruma o endereço do diretor da NBC. Muito confiante, esse Costanza.</p>
<p>Paralelamente, uma das melhores sequências do episódio ocorre: Elaine, que precisa se livrar do namorado/analista persuasivo, inventa que Kramer é seu novo amor. É nessa cena que vejo uma genialidade tão sutil: Kramer perguntando se já tinham consumado o ato, quantas vezes faziam etc, etc. “<em>Analistas gostam de saber essas coisas, Elaine</em>.”. Ela faz a cara-padrão de enfado e diz para que ele ligue logo. Mais uma sutileza: Kramer liga, o telefone está em espera tocando uma música: ele canta (por bastante tempo, até) junto. A segurança de Kramer é invejável. A segurança de George é triste e deprime.</p>
<p>Quando vai com Elaine encontrar o analista, ela espera do lado de fora. Crazy Joe Devola – o homem maluco que persegue Kramer e Seinfeld – aparece, com um semblante amigável, cantando. Elaine canta junto, ele para, eles trocam números. <em>“Você não é um maluco, é?</em>”. Aguarde, <em>Lainie</em>. Essa cena é linda porque vai além do roteiro: percebi um <em>raccord</em>. Elaine e Devola riem na rua; pula um corte seco para o analista rindo com Kramer, da mesma forma que os dois riam anteriormente. Seinfeld foi além do roteiro.</p>
<p>No restaurante, novamente, agora com uma cena bastante familiar entre os Seinfelds: Morty briga para pagar a conta, Jerry briga de volta e a briga parece nunca terminar. Essa termina, pois Morty ainda está sem a carteira, perdida no episódio anterior<em>, <a title="The wallet" href="http://movimentoseinfeld.com.br/episodios/the-wallet.html">The Wallet</a></em>. Jerry cerca Leo no banheiro, tenta comprar de volta o relógio que ele encontrou no lixo. Só não percebi se lavaram as mãos depois.</p>
<p><em> </em></p>
<p>Em outra cena, George “invade a casa” do diretor da NBC para renegociar, fazendo papel de idiota mais uma vez. Um papelão, um show de constrangimento que tanto amamos. Jerry é renegociada por 5 mil dólares a menos do que seria e, claro, ele acha que fez muito só por salvar a grande estupidez anterior (culpem Ted Danson e <em>Cheers</em>, de todo modo).</p>
<p><em> </em></p>
<p>O episódio termina com os Seinfelds voltando pra Flórida, com George dando a “maravilhosa” notícia e com Jerry presenteando o pai com uma carteira. Fechamento redondinho: assim como Jerry jogou no lixo o relógio que seu pai deu no episódio anterior, Morty joga no mesmo lixo a carteira que o filho deu de presente. “<em>Velcro? Tô fora.</em>”</p>
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