“Eu vou economizar cada centavo. Um dia, vou voltar pra América e me vingar desse homem. Eu não posso esquecer. Ele me persegue. Ele é um homem muito mau. Um homem muito, muito mau.”
The Visa começa com Jerry explicando o que é o advogado: “aquele que lê as instruções”. Diz que o famoso “Protesto, Meritíssimo” é a versão adulta do “não estou com medo”. Daí o juiz pode vir a aceitar, o que seria o mesmo que ”dãã”, ou negar, o que seria “está com medo sim”.
George estava no The Corner aguardando por Jerry e Elaine, e acaba conhecendo uma advogada chinesa, Cheryl, que o acha divertidíssimo. Ela pergunta se os outros amigos dele também são engraçados, e ele diz que não. Ele diz ser “o palhaço” do grupo. Acaba caindo na real depois, se lamentando com Elaine. George quer evitar a todo custo um encontro entre os quatro. Cheryl aceita sair para jantar com George, que a leva no restaurante que Jerry menos gosta, só que ele acaba aparecendo por lá, convencido por Elaine. A chegada dos dois já diverte a advogada, para desespero de George.
Elaine faz uma pergunta jurídica para Cheryl, sobre um processo por ter derrubado um entregador de comida chinesa, e acaba descobrindo que o rapaz é primo de Cheryl e ela mesma é a advogada de acusação. Esse contato faz com que o processo contra Elaine seja retirado.
Ainda no início do episódio, Jerry reencontra o paquistanês Babu Bhatt trabalhando como balconista do The Corner. Ele agradece a Jarry pelo novo emprego e a vaga no mesmo prédio onde mora. Acontece que Jerry esteve viajando com seu show e suas correspondências ficaram acumuladas nesse período. E por engano, a carta de renovação do visto de Babu ficou em meio às cartas de Jerry. Com isso, ele não renovou o visto e foi detido. Jerry sente-se culpado e procura Cheryl. O engraçado é que, como George recomenda a Jerry que não seja engraçado com ela, a postura dele nesse encontro é de praticamente um depressivo.
Jerry e Elaine vão até a detenção conversar com Babu e contam o que aconteceu. Ele fica muito irritado com a verdade, mas eles explicam que tudo está sendo resolvido. No carro, Cheryl abre o jogo com George e diz estar atraída pela “melancolia pertubadora” de Jerry. George fica desconcertado e começa a dizer que ele é muito engraçado e conta que foi uma armação para que ele se colocasse daquela forma. Ela se decepciona e vai embora.
O irmão de Babu aparece no apartamento de Jerry, dizendo que ele foi deportado para o Paquistão. George chega em seguida para contar a conversa com Cheryl. O entregador de comida chinesa chega com a refeição de Kramler, que voltou do acampamento antes do previsto devido a um incidente com Mickey Mantle. O entregador é Ping, o primo de Cheryl. Elaine agradece por ele ter retirado a ação, mas ele avisa que Cheryl o convenceu a retomar o processo, inclusive duplicando o valor da indenização.
No Paquistão, Babu conversa com um amigo, e promete economizar cada centavo para um dia retornar aos EUA e se vingar de Jerry.
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15 Comentários
não era pra comentar o episódio? isso aí é só uma narração do vídeo. :/
amigos, tem um espaço bem grande aqui na parte de comentários. é praticamente do mesmo tamanho do espaço pra quem escreve o texto ali em cima. porque em vez de simplesmente criticar a qualidade do texto (e até ficar bravo com isso, como tá parecendo ultimamente) vocês não complementam o texto com informações que acham que ficaram faltando? porque não escrevem uma outra resenha e mandam aqui nos comentários?
Sou uma cozinheira incompetente, minha comida é intragável. Ao mesmo tempo, sou fanática por Food Blogs, Food Sites, o escambau. Sentiu? Procuro pelo que sou incapaz de fazer. Daí a frustração com este site. Comentários e resenhas desajeitadas e burras, consigo fazer, BIG TIME! Algo que atice meus 2 neurônios, forcem eles a trabalhar, é isso que estou buscando. Juntar isso a assistir Seinfeld, paradise found! My mistake! Sorry.
Sugiro que busque sua própria e brilhante iniciativa e nunca mais abra este site. Porque ficar sentada e criticar de forma tão vazia a iniciativa dos outros é algo muito… muito… eu nem sei dizer o que é.
“Procuro pelo que (sic) sou incapaz de fazer”. O ser humano realmente é sensacional.
Parabéns por seu comentário desajeitado e burro. Como prometido, você realmente conseguiu fazê-lo, cara… Mirian. Mirian, né? Sei…
hahahahah q bom q vc ainda está aqui, mirian. achei q já tinha removido o site do cânone sagrado q é a sua barra de favoritos. continue com seus comentários espirituosos e essa sua raivinha de fã da pitty, enquanto vc não usar palavrões eles vão continuar sendo aprovados (perceba seu papel então). se vc demonstrar q gosta pelo menos um pouco da série (e prometer não usar tanto essas expressõezinhas em inglês) talvez vc mesma possa ajudar a construir essas “respostas pra vida” q vc anda buscando na internet. mas se desistir mesmo do site, continue vendo (ou revendo) a série pelo menos. apesar que eu não desistiria, estamos quase convencendo o saramago a resenhar um episódio.
Indeed, meu nobre. Mas tô chegando por aqui agora e humildade é meu sobrenome. Nos próximos, pode contar com meus comentários. Você, por exemplo, perdeu a oportunidade de comentar. Por que não o fez?
Mas vamos lá, algumas coisas que podem ser ditas sobre The Visa:
- Jerry explora muito pouco o tema advocacia e imigração no show de stand-up. Sinceramente não achei legal. Aliás o episódio em si carece de bons momentos. O melhor fica por conta de Jerry tentando se conter de ser engraçado perante a Cheryl;
- É interessante que George explora a mentira de ser engraçado, e isso acaba sendo um tiro no próprio pé, pois Cheryl se atrai pela melancolia de Jerry, que na verdade é a característica de George. só que ao saber a verdade, a advogada não quer mais saber. Nós humanos somos assim mesmo, vivemos nesse dilema entre a imagem e identidade. Queremos muitas vezes mostrar algo que não somos, e lá na frente a verdade aparece. O importante é ser sincero;
É isso.
Caro Leonardo
Me lembro desse episódio como se fosse ontem. Não há episódios que possam por mim passarem desapercebidos. Eu acompanhava todos com uma avidez impressionante. O que aconteceu comigo foi exatamente isso. Eu comecei a gostar de seriados por causa de Seinfeld. E, a partir dele, descobri que vários outros também eram bons. Gosto de House, Mad Man e alguns outros mais, mas sou viuvo de Seinfeld. Nem o Curb your enthusiasm me enche tanto os olhos. É bom. Mas não é ótimo. Portanto, o que você escreve bate com as minhas impressões. Mas Seinfeld disparadamente foi o que mais me mobilizou.
Saudações a esse novo espaço
Um super abraço
Luiz Guilherme
Engraçado como as coisas fatalmente dão errado pro George, e como a sua insegurança o leva a isso. Apesar de sua “estratégia” a moça acabou por se sentir atraída por Jerry. E quando descobriu a verdade, claro; não quis saber de nenhum dos dois. A Elaine por tabela acaba se dando mal no processo. E o Babu, pior ainda; é a maior vítima. Não recebeu a correspondência e muito menos a ajuda da advogada. Coitado, com a série de acontecimentos, pequenos erros e cada personagem correndo atrás de seus interesses, acabou sendo deportado. Não é toa que tenha vontade de se vingar do Jerry: “um homem mau, muito muito mau.” O Babu é um barato falando.
Mas dão errado com um sentido, isso que é legal, Debs. George vai inventar de ser o que não é, daí… Vc falou nos personagens indo cada um atrás dos seus interesses, eu acabei percebendo tb neste episódio algo que o Ulisses Mattos escreveu em alguma outra resenha anterior, sobre o papel de Kramer na série. Ele não consegue ter um espaço. Quando o tempo é dele algo toma o espaço, é impressionante, rs. Proposital, claro. Não sei o motivo, mas o personagem foi criado com essa característica de não se desenvolver como George, por exemplo. Abraço.
Mais um episódio com a marca “perdedora” do George. Fico intrigado como George consegue mulheres tão facilmente.. existe um contador de namoradas do George nos DVDs e o número é incrível. Será que com o Larry David era assim também já que o personagem é baseado nele?! Claro que George sempre se dá mal nas relações mas acho incrível o número de mulheres dispostas a se relacionar com um baixinho careca, ou seja, um sujeito nada atraente a primeira vista.
Não é um episódio que eu goste tanto, pra mim fica entre os menos legais desta temporada.
Quanto à resenha, acho mesmo que poderia ser mais opinativa, mas pelo menos o texto foi bem escrito, sem erros..
Abraço,
Edson Morais
É um dos menos legais mesmo. Mas é um dos que passa mais rápido, já percebeu? rs…
Acho que a abordagem com George é mesmo chocar com a “facilidade” da aproximação com mulheres, e a posterior (e rápida) frustração…
Sobre a resenha pouco opinativa, foi por precaução, como expliquei em algum comentário anterior. Pode deixar que na próxima será diferente, certo? Aquele abraço!
O que acho interessante em vários do roteiros de Seinfeld, talvez a maioria deles, é a ordem em que as coisas acontecem. Primeiro se constrói um castelo de cartas enorme, só para depois puxar uma carta da base e ver tudo desmoronar.
Funciona como uma isca para o espectador, porque desde o começo, quando o George começa a “se dar bem”, a gente já sabe que ele vai colocar tudo a perder. E digo mais, mesmo sabendo que ele vai se ferrar, a gente nunca consegue imaginar o tamanho da encrenca em que ele vai se meter no final do episódio.
Essa dinâmica do personagem é uma das facetas que mais em agrada em Seinfeld, eles conseguem fazer com que você torça pelo George, e ao mesmo tempo não consiga se segurar esperando pelo tombo dele, o que sempre, sempre acontece. É um sentimento ambivalente, que poucos personagens de seriados conseguem despertar no espectador com tanta força, e é simplesmente inevitável: se você gosta do George, se você torce pelo George, então você vai adorar ver o George no fundo do poço.
Mas afinal, não é disso que gostamos no George?
Concordo com você… mas já me peguei inúmeras vezes sentindo pena dele, sabe?! e George, com sua natureza tão mesquinha, paupérrima, não é digno de pena.. Ok Ok, gosto do cara, é meu personagem favorito, mas é um sujeito bastante detestável em vários aspectos..
Alguém aqui já torceu pra ele se dar bem?!? Já aconteceu comigo e também já aconteceu de eu assistir a tudo dar errado, as as situações em que ele se mete e pensar “se fosse comigo eu não sairia de casa por um ano”.
O bom dele é que não há qualquer pudor em passar vergonha, se sentir constrangido.. ele procura isso. Tem uma passagem em “The Virgin” em que ele diz “mulheres sempre se lembra da sua primeira vez. Não quero ser lembrado, quero ser esquecido”. Quem pode querer isso??! Não sei quanto a vocês, mas eu quero ser lembrado… Ele não tá nem aí!!!
Acho que George se parece com Chandler Bing, de Friends, em certos aspectos. Esse de ser perdedor e praticamente se orgulhar disso é um deles.
Abraço,
Edsmorais
O que eu acho demais nesse episodio (e em outro que aparece o Babu) é o classico ‘Você é um homem bom, Jerry’. Não sei, mas acho que todo mundo gosta de ouvir que é uma boa pessoa. Tanto que risco até a dizer que Jerry ajuda (aliás, tenta) o Babu apenas para satisfazer-se a si mesmo. Tudo para apenas inflar o ego dele.
Um detalhe que gostaria de comentar é de quando George começa a imaginar como seria caso a advogada chinesa se encontrasse com Jerry. Então mostra Jerry finalizando alguma piada e ela ‘cascando o bico’. Não me lembro como era essa piada, mas lembro que não fazia sentido algum, aí dá um sensação de curiosidade, mesmo sabendo que nem exista tal piada.
No começo do episódio:
I’m afraid not: Receio que não.
I’m afraid so: Receio que sim.