Eu não gosto de ópera. Por que eles cantam? Quem canta? Se você tem algo a dizer, diga.
O episódio da vez é o The Opera. Aquele episódio que eles vão na, pasme, ópera. Elaine tá saindo com o Crazy Joe Devolla, que por sua vez quer surrar o Jerry. Kramer tem ingressos para o show e George tá animado com a ideia de ser um cambista. Todos lembram, né? Quem não se lembra – ou não viu –, corre para ver.
Um ponto que eu gosto nesse episódio é que exploram legal o Jerry fraco, Jerry frangote. Não sei se vocês sabem, mas um dos motivos pelo qual Seinfeld não foi aprovado quando rolou o piloto (pois é), foi que o personagem principal fraco era FRACO, meio covardão. Meio PUSSY, coloquemos no nosso vocabulário URBANO.
Por exemplo, quando ele ouve a ameaça do Joe na secretária eletrônica e SURTA. Aquilo é muito covardão. Para essa NOVA GERAÇÃO de consumidores de ENLATADOS, que estão acostumados com DEXTER MORGAN e HANK MOODY, dois protagonistas BAD MUTHERFUCKERS, o Jerry realmente soa meio covardão mesmo.
Uma cena inusitada é quando o Seinfeld dá uma de BULLY para cima dum senhor na fila de entrada no teatro. O Seinfeld engrossa a voz e o cara vai embora. E ele diz: “Eu gosto desse público da ópera. Faz com que eu me sinta durão.” É a mesma sensação que eu tenho quando vou num show de indie rock. Posso WHOOPAR aquelas bundas protegidas por calças skinny. Mas em show de rap, é diferente. RESPECT.
FEAR.
FRIENDSHIP.
Vamos em frente.
Uma parada que eu gosto também é o fato do Kramer virar cambista. Veja bem, o George está com ele vendendo ingressos, mas ele não é um cambista. Ele ATUA como cambista. Ele ainda é o George medroso e precipitado, topando vender o ingresso pela primeira oferta que fazem a ele. O Kramer não, eu curto ele porque ele é super CAMALEÃO na série. Ele vira o que ele quiser, sem mentir para ninguém. Nesse episódio ele É um cambista perfeito. Fala as gírias, tem os trejeitos. Isso que era – é – bom no personagem. Ele não é um golpista, um mentiroso, ele é o que ele quiser ser. Não vou ficar falando de outros episódios, mas aguardem The Strike para vocês verem do que eu estou falando. Ou The Merv Griffin Show. Aliás, Felipe, me reserva o Merv Griffin Show para escrever? Obrigado. N.E. Reservado.
No mais, é Elaine com um relacionamento ruim – a cena dela fugindo do Joe é tensa – e George tentando lucrar a qualquer oportunidade. Bons momentos.
Aliás, outra cena tensa é a da briga no parque. Essas paradas mais boladas acontecem nos episódios escritos pelo Larry Charles. Episódio que ele escreve sempre tem uma violência maneira no esquema. Escreveu um bom número de episódios.
Então é isso aí. The Opera, bom episódio, curto muito. Boas gags, boas piadas do Jerry, e um Kramer demais.
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4 comentários Comente!
Òtimo episódio. Adoro a cena em que Kramer canta no apartamento de Jerry, dizendo que “esta é a maneira que os italiano usam pra conversar: eles cantam uns para os outros.”
A cara de medo do Kramer ao ver o palhaço também é muito legal. Destaque total para o Michael Richards neste episódio.
George como sempre se dá mal quando está tentando justamente se dar bem.
Jerry encenando abertura do Pernalonga também é muito legal.
Enfim, 5 Jerrys.
Abraço,
Edson Morais
Mais um optimo episodio, loucuras do Kramer, tiradas sarcasticas do Jerry, fracassos do George, Elaine e seus relacionamentos pirados, tudo junto so podia mesmo acabar assim, muito riso da galera!
“Isso que era – é – bom no personagem. Ele não é um golpista, um mentiroso, ele é o que ele quiser ser. ”
Melhor descrição EVER!
Eu não vi esse episódio, mas adoro² o Kramer e não podia deixar de concordar com a frase. Ele é um desses personagens faz-tudo mas que não cansam a gente. Ele pode facilmente se encaixar em qualquer maluquice que coloquem no roteiro, e nunca fica over.
nada de novos episodios?
vi recentemente um que jerry é ainda muito mais pussy que nesse. é quando ele de repente conhece um jogador (de baseball), ídolo dele, com quem troca telefones. o restando do episodio é Jerry freaking out porque o cara nunca liga pra ele.