“Um pouco mais de respeito… Pois eu sou Costanza, o Senhor dos Idiotas.”

Este episódio é sobre consequências geradas por atos impensados. Tanto a história principal como a secundária, que apóia a trama, destacam os problemas causados por uma frase mal formulada ou uma idéia mal pensada.

Tudo começa com Kramer, impecável no papel de vizinho estranho, mostrando a Jerry e Elaine a sua nova vida, traçada pelo revolucionário mousse de cabelo. Antes que possamos pensar na resposta para a pergunta “Existe homem mais bonito que Kramer?” os três são interrompidos pela discussão entre Harold e Manny, outros vizinhos estranhos, mas com um décimo da graça do Kramer.

É aí que a história é oficicialmente apresentada.

Jerry sossega a briga e fica então sabendo que o apartamento acima do seu havia desocupado e que, por miseros 400 dólares, uma pessoa sortuda poderia se mudar para ali imediatamente. Jerry corre para seu apartamento e fala para Elaine sobre a vaga no prédio. Ambos ficam eufóricos por alguns instantes e então Jerry se da conta da besteira que fez: colocou a ex-namorada morar sobre o seu teto.

Na trama paralela, George decide começar a usar uma aliança de casamento para que as mulheres fiquem mais interessadas nele. Praticamente um “enlarge your penis” dos anos 90. Mais a frente do episódio, ele descobre que usar uma aliança deixa as mulheres interessadas somente até o ponto de não quererem nada com ele.

Jerry fica sabendo que Elaine não poderia mais ficar com o apartamento, a não ser que tivesse 5 mil dólares. No momento em que Jerry está transmitindo as “más” notícias à Elaine, Kramer tem uma “boa” idéia, e numa sucessão de fatos e frases rápidas dignas de um episódio do Chapolin, Kramer acaba emprestando 5 mil dólares de Jerry para Elaine. E aí a trama vai adiante.

O episódio é bom, com momentos excelentes de Kramer que faz a simplicidade virar o caos numa rapidez absurda.

Só não consegui engolir o propósito humorístico de Manny e Harold. Em um release dedicado apenas aos dois, eu escreveria: “Dois personagens de culturas diferentes que brigam”. Não é nada mais do que isso. E nem deveria, tanto que a dupla não volta a aparecer no futuro do seriado.

7 Comentários

  1. Escrito 16 de abril de 2009 em 23:53 | Permalink

    Talvez você esteja realmente certo ao criticar o Manny e o Harold. Acho que seria possível desenvolver a trama da vacância do apartamento da vizinha sem dar tanta atenção aos síndicos. Mas talvez exista um efeito cômico naqueles diálogos enraivecidos que nós, entendendo praticamente tudo do espanhol, não conseguimos perceber da mesma forma como percebem as pessoas que descompreendem totalmente a língua.

    Aliás, algumas das minhas passagens prediletas no episódio são momentos puramente gestuais. Um é o da Elaine empurrando o Jerry, dizendo para ele sair fora, quando ele diz que o aluguel do apartamento será de apenas 400 dólares (esse “get out!” da Elaine, eu acho, eu já elogiei aqui como sendo uma das mais amáveis coisas que eu conheço). Outro é o da Elaine cúmplice da mentira do George, a expressão dela de estranhamento quando ele do nada diz que a fictícia esposa dele não pôde ir à festa. Quer dizer, não só ela teve a destreza de perceber a mentira e as intenções dele, como ainda teve a camaradagem de não delatar o esquema na mesma hora. Uma amizade dessas é que leva alguém adiante. Um outro é o do Jerry estendendo o braço para cumprimentar alguém que à distância se entusiasmou em saber que ele tinha conseguido o apartamento para a Elaine. Por alguns segundo ele abaixa a cabeça, deixa o seu olhar se perder um pouquinho, como se uma hipersensibilidade da grande besteira que ele fez o acometesse e o deprimisse.

    • Escrito 6 de maio de 2009 em 2:58 | Permalink

      Concordo com o Neto quando ele diz que parte da “graça” dos diálogos entre Manny e Harold é o fato de eles se entenderem perfeitamente bem, mesmo um falando inglês e o outro espanhol. Achei que os dois representaram bem e pareciam ter talento para a comédia, mas como são personagens estranhos a nós e já sabemos que não continuaram presentes em outros episódios, acabamos criando logo de cara uma certa antipatia, como se eles fossem invasores. Nos sentimos meio que íntimos dos personagens habituais e olhamos com preconceito para aqueles que sabemos de antemão que não se tornaram personagens fixos.

  2. Irio
    Escrito 17 de abril de 2009 em 4:19 | Permalink

    Eu estou me divertindo assistindo os episódios de novo, como o Torcato escreveu as partes gestuais são realmente marcantes e aquele empurrão que a Elaine da no Jerry acabou se tornando uma marca registada dela na série, uma das partes engraçadas é no final quando o Kramer aparece na casa do Jerry e começa a dançar todo sem ritmo já demonstrando todo o seu non-sense, mas sem dúvida o melhor momento é a frase do George “Um pouco mais de respeito… Pois eu sou Costanza, o Senhor dos Idiotas” e depois a Roxanne fica gritando pela janela” Vocês são todos vencedores” para os corredores da maratona e o Geroge se vira e manda ” Mas, de repente, surgiu um novo concorrente”.

  3. Escrito 18 de abril de 2009 em 1:11 | Permalink

    Essa história da aliança pra atrair mulheres eu comento até hj com amigos. Não lembrava q era nesse episódio. Uma das sacadas mais divertidas de George.

  4. Escrito 19 de abril de 2009 em 16:22 | Permalink

    Toda vez que vaga algum apartamento no meu prédio e algum amigo muito próximo fica interessado em se mudar, eu lembro desse episódio. A minha reação é sempre a mesma: primeiro, fico feliz. Depois, fico ressabiada pensando “meudeus, será que vai dar problema?”. A história da aliança é inesquecível, assim como a frase em destaque. Constanza ser o senhor dos idiotas e saber disso é simplesmente sensacional.

  5. Andrea Charbel
    Escrito 20 de abril de 2009 em 2:06 | Permalink

    Gente, não dá pra esquecer, também, a cena em que o Jerry está mais feliz e aliviado por causa dos 5000 dolares. Ele dá a notícia pra Elaine fingindo um pesar danado e é então que o Kramer resolve o problema da Elaine. Adoro a expressão do Jerry, com aquele sorriso amarelo, à medida que o Kramer expõe a solução.
    Concordo com o fantástico “get out!” da Elaine. Um dia fui fazer isso com um colega de trabalho e…ninguém entendeu nada! Claro que não consegui explicar, né? Coitados, não seguiam a série! Fiquei um tempo tentando “aplicá-los” mas depois desisti. Essa tirada do George, do Senhor dos Idiotas, parece que explicita o que esperar dele nos outros episódios. Ali, fica claro que ele é assim, mesmo, assumidamente idiota, e se gaba por isso! Enquanto não dá tudo errado, lógico. Mais adiante, na série, a Elaine tem que mentir (acho que num exame de QI), fica nervosa, insegura, achando que não vai conseguir e diz para o Jerry: quem você acha que eu sou? Constanza?

  6. Bernardo Zirpoli
    Escrito 17 de maio de 2009 em 0:57 | Permalink

    Por que esse Manny fala algumas palavras em inglês?

    Esse lance da aliança realmente funciona. O que o Constanza não sabe é como abordar. E outra coisa: desde quando as mulheres respeitam homens casados?

    Um bom episódio, mas não tão bom quanto os anteriores.

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