“Sagman, Bennet, Robbins, Oppenheim e Taft. Sagman, Bennet, Robbins, Oppenheim e Taft…”
O primeiro episódio com a Elaine. Ela já surge como ex-namorada do Jerry, mas eles estão num período de adaptação. Eles vão a um aniversário de uma amiga da Elaine e lá têm que lidar pela primeira vez com um deles paquerando outra pessoa, o que gera uma tensão desagradável.
Um dos fatores diferenciais de Seinfeld é a opção por não ter “momentos tocantes”. Até as séries mais non-sense tem momentos amáveis e/ou tristes, que ganham o telespectador pelo coração, não (só) pelas piadas. Veja Simpsons com o Homer sempre tentando reconquistar o amor da mulher e dos filhos, por exemplo. Friends tem fortes momentos de emoção tanto entre casais quanto entre as relações de confiança entre os amigos. How I Met Your Mother, The Office e tantas outras são exemplos de comédias com momentos emotivos. E não são poucas, porque esse é o “padrão correto”. Em Seinfeld, você pode contar nas mãos esses momentos emotivos. Aliás, numa mão só, eu te asseguro. Uma decisão que deixou isso acertado é que Jerry e Elaine não namoram, pronto e acabou. E que são extremamente confortáveis um com a amizade do outro, especialmente para falarem de outras paqueras. A série nunca cai naquele clichê onde um ajuda o outro a conquistar alguém e se vê apaixonado pelo amigo no fim das contas. O telespectador nunca é levado a crer nisso – nem ao menos a torcer – porque não há nem tensão sexual rolando entre eles. Só consigo lembrar de outra série com essa característica “sem coração”: It’s Always Sunny In Philadelphia – que é apelidada de “Seinfeld se tomasse crack”. Sabem de mais alguma?
A gente ainda tem um Kramer discreto, participando apenas de uma cena, sem uma trama própria dele. É mais ou menos a mesma coisa com o George, mas esse pelo menos tem uma participação na história principal, quando inclusive presenciamos o momentos de criação da sua maior mentira: Art Vandelay, sendo assim um episódio importante pro personagem também.
Notas:
- O ator que faz o pai do Jerry vai mudar depois. Larry David e Jerry Seinfeld (criadores) sentiram que precisavam de algum ator mais “enfezado” pro papel.
- Rich Little era um comediante que fazia imitações. Era conhecido por ser o homem de um milhão de vozes.
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16 Comentários
no dvd tem as duas versões do episódio, com os dois pais diferentes. aliás, o segundo é bem melhor que o primeiro, ainda bem que escolheram ele.
Esse episódio já tem mais “cara de Seinfeld”, na minha opinião.
. Acho que vou começar de trás pra frente.
Justamente por meio que “apresentar as regras” da série.
*
Acho que nesse episódio a série já me ganharia, pois normalmente já tenho um pé atrás com “episódios pilotos”.Tudo que eu já tentei escrever em termos de “série” não passa do piloto por conta disso
*
**SPOILER BRABO –
9 years beyond:
Dá pra ver eles brincando com esse fato (da Elaine e do Jerry nunca terem demonstrado esse amor durante toda série – ou tensão sexual que seja) no series finale na frase : “I always loved U…nited Airlines”.
Tá a maior vibe EXTRA DE DVD esse Movimento!
MAIS CORAÇÃO GALERA
SOBRE OQ É O EPISÓDIO?
QUAIS AS BOAS PIADAS?
OQ VC CURTIU???
abs
Eu até hoje sei o nome do escritório: Sagman, Bennet, Robbins, Oppenheim and Taft (fui no seinfeldscripts.com pra ver como “Taft” estava escrito, e eu podia jurar que era Taff, mas anyway)…
a cena do lobby do prédio é quentíssima.
”let me be the architecture! I can do that!”
e em um episódio futuro, quando o George vai se casar, a Elaine faz a mesma pergunta sobre o Art Vandelay ”Just imports? No exports?”
Muito legal a ideia do site. Vou tentar rever esse episódio pra comentar aqui com a galiera.
Primeiramente, parabéns pela idéia do site. Incrivel relembrarmos o melhor sitcom de todos os tempos!!!! Posso dizer seguramente que minha vida se divide em AS e DS (Antes de Seinfeld e Depois de Seinfeld). Tenho todas as temporadas e desde então assisto todos os dias pelo menos 2 episódios (e por incrível que pareça, me divirto sempre).
No momento estou assistindo pela enésima vez a 9* e última temporada.
Estarei acompanhando semanalmente os posts e quando escrever não estranhem, pois minhas respostas ou “posts” serão sempre os mesmos:
Demais!!!! Eles realmente foram incríveis e quebraram barreiras!!!
Abraços.
Sensacional a ideia de reativar as relevantes discussões irrelevantes sobre o nada tão característico de Seinfeld.
Confesso que os primeiros episódios não me despertaram grande interesse, pois os personagens ainda não se mostravam firmes nas suas caracterizações.
Lá pelo quarto ou quinto episódio é que “engrenam”, não é mesmo.
Mesmo assim, faço questão, quando tenho oportunidade, de rever sempre, desde o começo. Infelizmente ainda não tenho os boxes com as temporadas, e acompanho pelas “reprises” (se é que a cada vez que se assiste não se observa sempre uma nova sacada) da tv a cabo.
Aqui em casa até reclamam que sempre vejo a mesma coisa todos os dias, no que retruco que mesma coisa são as novelas globais…rsrsrs…aí a discussão sobre o nada está instalado em minha família…rsrsr…
Grande abraço
Surgiu uma dúvida aqui. O segundo episódio não seria o “‘Male-Unbonding”? Aquele em que o Kramer quer abrir uma pizzaria em que o próprio cliente faz a pizza. “The Stake Out” seria, na verdade, o terceiro episódio, e “The Robbery”, o quarto. Estou certo? Ou não? Pelo menos, é assim na caixa de DVDs lançada no país.
cara, “male-unbounding” foi gravado antes, o código de produção dele é o #102 mesmo. mas ele foi ao ar depois de “the stake out”. essa semana quando fui rever o dvd também me assustei com isso, mas a gente tá certo aqui mesmo, pode confiar. e se alguém souber porque no dvd a ordem está diferente, comentaí.
otimo eps .. apresentaram a Elaine de uma otima maneira, no fim do eps vc sente como se a personagem ja fosse comun e até que pois estamo somente no segundo eps … mas enfim a serie continua otima e promete manter o padrao até o final
Não vou sossegar enquanto eu não estiver pelo menos em dia com o site — que eu aproveito, agora, para elogiar.
Nesse episódio o tamanho das apresentações do Jerry já está menor, ele já tem que concentrar suas piadas. Isso potencializa o seu humor.
Já foi elogiada a forma natural como o personagem da Elaine foi introduzido na série. Acho que tanta naturalidade, não tem jeito, só pode ser explicada pelo fato de quase todo mundo aqui já conhecê-la tão bem. A passagem mais característica, eu acho, foi a reação dela, comicamente estrepitosa, ao convite do Jerry para ir a um casamento de algum familiar dele: *have you lost it, man?* Eu gosto bastante dela empurrando as pessoas e exclamando *Get out!* e dela respondendo alguém com um pouco de raiva e enfado *Well, that’s because you’re an idiot*.
Esse episódio é muito bom. Por isso que eu marquei os 5 “seinfelds” ali em cima. O roteiro é bem melhor que o primeiro, com os personagens ainda se ajustando, claro, mas já com a qualidade totalmente característica da série. O stand-up é muito bom (destaque pra lance de Platão) e a cena do lobby, inesquecível.
Detalhe pra paquera de Jerry desse episódio: muito mais bonita que a noiva do anterior.
Bom, eu sou fã da série, a melhor e mais inteligente que já existiu, mas sou do tipo de fã que só vê nas reprises, não compra DVD, não nada. Outro dia, vi esse apisódio na tv e quase tive um treco vendo o pai diferente do que eu estava acostumado. O que veio depois é bem melhor, aquele primeiro era meio sem graça.
No segundo episódio as coisas já se ajustam melhor. No episódio anterior falei da lentidão do plot, que se arrasta – note que no segundo isso só é verdade na segunda metade do episódio. Na primeira, tudo já está encaixado de maneira a propiciar os momentos sutis de reprodução do cotidiano, como o desprezo de Jerry ao sonho de Elaine.
O melhor foi já colocar a mitomania do George a serviço de alguma causa (grande Art Vandelay!) e, como dito acima, concentrar mais o personagem do Jerry.
Por fim, discordo completamente da resenha no seguinte ponto: a inexistência de tensão sexual entre Jerry e Elaine. Basta ver The Deal ou The Boyfriend, para ficarmos só no começo da série, para notar que as coisas não são tranquilas o tempo todo entre os dois (lembro também de The Mango, deve haver vários outros).
Esqueci da nota: 5 de 10