Eu queria saber como eu teria visto o primeiro episódio de Seinfeld no dia em que ele foi lançado, lá em 1989. Eu teria gostado? Ou melhor: eu teria gostado do mesmo jeito que eu gostei quando eu vi pela primeira vez, já depois que a série tinha terminado? Eu sei que muita gente na época não gostou. Quer dizer, hoje a gente acha muito legal ver dois caras discutindo sobre “lacunas da sociedade” na televisão, mas será que isso não é só porque Seinfeld nos fez gostar? O que eu sei é que Seinfeld me influenciou muito. Me fez começar a olhar as coisas que a maioria – quem não acompanha a série, talvez – nunca olha.

Nesse primeiro episódio, uma amiga que Jerry conheceu em Michigan, Laura, tem que vir a Nova York pra um seminário, e talvez possa encontra-lo. “Tem que vir” e “talvez”. Jerry e George discutem se isso quer dizer alguma coisa sacana, ou é só amizade. Quando eles vão busca-la no aeroporto, George dá dicas de como interpretar o cumprimento. No começo do episódio, os dois discutem sobre o primeiro botão da camisa. Na lavanderia, eles falam sobre um cara que está com uma cesta cheia de produtos de limpeza e Jerry diz que uma coisa não pode ser “molhada demais”. São essas as “lacunas da sociedade”, os assuntos sobre os quais ninguém discutia. E seria essa a idéia da série: falar dessas coisas.

Revendo o episódio hoje, já sabendo de todas as coisas que ficam diferentes – a Elaine entra, o cachorro do Kramer sai etc – devo dizer que as coisas ficaram muito melhores. Acho George e Kramer um pouco forçados em alguns momentos desse episódio. Normal, eles ainda estavam desenvolvendo os personagens. Discutem-se muitas coisas interessantes, certamente. Algumas frases memoráveis, como “não acredito que você tá trazendo um colchão extra. Você devia trazer um cara extra também”.

E é por isso que eu pergunto: o Piloto está entre os melhores episódios da série? Você sinceramente acha que seria uma das pessoas que enxergaram o potencial da série, lá naquela época? Pense bem, é uma pergunta maluca, que envolve viagens no tempo. Sou eu sendo influenciado por Lost.

38 Comentários

  1. Felipe
    Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 0:12 | Permalink

    uma parte que eu gosto muito é quando o george tá ajudando o jerry com o colchão, ele fala “você tá trazendo um colchão extra? por que não traz um cara extra também?”

  2. Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 0:14 | Permalink

    O piloto é aquela coisa: não é Seinfeld no seu auge, mas na sua essência. Tem muita coisa no roteiro que foi mexida do que tinha sido originalmente escrito, mas mesmo assim, você vê ali a base do que o programa era: tentar entender as situações malucas em que nos metemos.

  3. Daniel
    Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 0:53 | Permalink

    Cara, pra ser sincero, eu acho que eu não teria gostado se tivesse visto quando foi ao ar. Claro que há comentários característicos como o do overwashed, mas Seinfeld só entrou pra minha lista de seriados porque eu via capítulos de temporadas mais avançadas e aí eu resolvi baixar tudo e assistir certinho.

  4. Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 1:03 | Permalink

    Na lavanderia a grande filosofia Seinfeld é fóda… “U can’t over die, u can’t over dry”

  5. Nando Viana
    Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 1:36 | Permalink

    Eu to fazendo Stand Up aqui em Porto Alegre, mas nunca tinha parado para assistir a série. Talvez pelo fato de que eu não tinha tv a cabo. Sei, é um sacrilégio. Tanto nao ter tv a cabo como fazer stand up sem conhecer o Seinfeld. Valeu pela iniciativa, pois com ela eu resolvi começar a olhar. To no 10 da segunda temporada. Uma espécie de supletivo.
    O Kramer tá forçado mesmo, ele começa a melhora lá pelo 8×2. Fica mais sutil.
    Não sei se eu notaria o potencial da série. Mas o tema “sinais femininos” foi muito bem escolhido porque é uma constante na vida de todos. E o tema lavanderia deve ter muito mais sentido para eles, mas mesmo assim proporcionou boas sacadas.
    Vamos ver que rumo a série toma.

    • Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 8:59 | Permalink

      acho que o kramer não melhorou por ter ficado mais sutil. quer dizer, se você ver as últimas temporadas, quando ele se barbeia com manteiga, por exemplo. acho que nesse começo ele ainda só não tinha achado o “tom” do personagem. e esse tom não é sutil

  6. Pinguim Miranda
    Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 2:31 | Permalink

    Nossa o Kramer chamava Kessler e tinha o cabelo curto, que bizarro. E esse episódio tá longe de ser dos melhores da série. O George e o Kramer realmente ainda estavam forçados, atuações meio fracas. Gostei do lance da máquina de lavar ser a discoteca das roupas.

  7. Chini
    Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 8:57 | Permalink

    tem aquele lance bonito do primeiro diálogo ali reaparecer em um momento chave. spoileando.

  8. Chini
    Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 9:39 | Permalink

    mas ao meu ver o George tá o George já, Constanza puro.

  9. Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 9:41 | Permalink

    Cara, nao curto Seinfeld porque aquela linha de baixo é muito ruim. ABS

    • Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 10:11 | Permalink

      amigo, aquela linha de baixo é muito melhor que a musiquinha que tocava na abertura do primeiro episódio

      • Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 12:34 | Permalink

        No começo eu odiava a musiquinha e o seriado. Isso porque significava que todos os seriados bons já tinham passado e era hora das reprises de seriados velhos. Continuo achando a música horrível, mas adoro o Seinfeld. Pior que a música é o mullets do Seinfeld e o penteado da Elaine, que foi moda quando entrei na faculdade. Afe!

  10. Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 9:52 | Permalink

    Eu acho que não teria gostado porque, hmm, vou aqui confessar: eu nem gostei de Seinfeld quando vi pela primeira vez. Levou uns 4 ou 5 episódios, e levou mais de um ano pra que virasse uma série regular pra mim. E a partir daí virou a série favorita, tema de monografia, yadda. :P

    E, olha, eu não gosto muito do piloto. Aquele “por que você não traz um cara extra também?” é engraçado mesmo. Não sei, talvez seja auto-referência, não tem a Elaine no piloto (eles comentam isso nos extras, né, sobre a necessidade de colocar uma mulher na série). Fato é que eu acho que aquele piloto não me compraria – que foi o que quase aconteceu com a série.

    • Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 10:07 | Permalink

      po, se te interessar a gente podia publicar essa monografia aqui no site, o que você acha?

      • Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 10:45 | Permalink

        Yup!
        Não achei email no seu blog… quer dar uma olhada nela? Hoje eu vejo que dava até pra acrescentar várias coisas, então, se calhar, dava pra fazer adaptação, não sei. Meu e-mail aparece aí pra você, né? Email me com o seu email!

  11. Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 13:23 | Permalink

    Eu não teria gostado mesmo. Com 1 ano de idade eu só gostava de cagar nas calças e chupar peitos. Parei de cagar nas calças.

  12. Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 21:04 | Permalink

    esse episódio é muito bom, e ao mesmo tempo muito ruim. depende do referencial. no geral, eu gosto muito.

    ABS

  13. Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 21:16 | Permalink

    Primeiramente: Muito boa a iniciativa do site!

    Bem, como muitos disseram, não foi o primeiro episódio de Seinfeld que vi(o primeiro foi um que a Elaine comprava a roupa numa loja de departamentos – yada,yada,yada – ficava dizendo depois que o espelho deles emagrecia.Mas isso não vem ao caso).
    Eu realmente acho as primeiras temporadas geniais, mas junto minha voz ao coro de que parecem outro programa.
    (Ok, o coro é fruto da minha imaginação)

    Desse primeiro episódio em questão lembro de um comentário do Larry David em um dos extras sobre a garçonete na cafeteria que deveria ser um personagem fixo.
    Na verdade ela que seria a ligação dos três com o “mundo feminino”, por assim dizer(fazendo meio que as partes da Elaine).
    Só que logo no primeiro episódio a mulher foi dispensada por tentar opinar no texto do Larry(senão me engano os primeiros episódios são todos “Written by Larry David”).
    O que foi realmente algo muito bom, porque a Elaine é maravilhosa.
    De todas as tramas que envolvem a sua personagem não me lembro de nenhuma que não tenha me feito gargalhar.
    Enfim, meu texto ficou grande e chato.
    Next!

  14. Escrito 12 de fevereiro de 2009 em 21:28 | Permalink

    Ah, e respondendo a pergunta.
    Não, não gostaria da série de primeira, mas daria o crédito de assistir a primeira temporada.Assim como fiz com várias séries que não me pegaram logo de cara, como Os Sopranos.
    Eu tenho uma certa tolerância com episódios pilotos.
    Tirando Arrested Development, acho que nunca achei uma série genial logo em seu primeiro episódio.
    Pegando o primeiro episódio de 30 ROCK, por exemplo, não dava pra imaginar que a série chegaria no nível que está hoje.O mesmo pensei do primeiro episódio do The Office (USA), quer dizer, este na verdade só me transformou em fã na segunda temporada…Acho que se a primeira temporada não tivesse só seis episódios, hoje em dia estaria perdendo uma das melhores coisas da TV americana hoje em dia.
    Bem, isso é mais ou menos o que penso…Dou graças pela TV americana meio que investir em coisas por mais de uma temporada, mesmo que ainda não sejam sucessos de público e nem estejam “ready for the primetime”.
    É só lembrar que o SNL, programa de humor mais longevo da TV(me corrijam se estiver errado) surgiu assim.

  15. Escrito 17 de fevereiro de 2009 em 18:54 | Permalink

    Eu não ia ficar de quatro quando visse esse episódio, na época. Mas com certeza, ia querer assistir aos próximos e ainda daria a dica pros amigos. “Vi ontem um seriado novo. Tem potencial. Vale a pena dar uma olhada, se você não estiver ocupado vendo Alfie, o E.T.eimoso”, diria eu.

    • Escrito 18 de fevereiro de 2009 em 15:59 | Permalink

      o certo é ALF, porque é sigla para Alien Life Form

  16. Escrito 18 de fevereiro de 2009 em 12:54 | Permalink

    eu nunca vi seinfield. nem em 89, nem nos 20 anos seguintes. comecei agora. achei muito bom. a galera diz ai “ah! esse nem é tão legal”, “para frente que a coisa fica boa”, então acho que eu vou gostar.

  17. Escrito 18 de fevereiro de 2009 em 17:00 | Permalink

    Não sei se teria gostado. Pra mim só teria sido um episódio sem muito a dizer, pq a granda sacação sobre a “série sobre o nada” e o niilismo só seria sacado pela audiência (e se bobear pelos próprios criadores) mais tarde. Mas sim, veria potencial. O Kramer tá bem fraquinho, e só de depois se acharia. George sempre George e o diálogo do botão… ai ai…

  18. Leo Azevedo
    Escrito 19 de fevereiro de 2009 em 15:13 | Permalink

    Já perceberam que o George, no começo da série, não era tão loser assim? Nos primeiros episódios ele até manda bem, pega umas minas e tal. Só vai ficando loser com o passar das temporadas. Normal, toda série é assim. As características dos personagens vão ficando cada vez mais nítidas e, o personagem, cada vez mais autêntico à medida que o programa (e os roteiristas) amadurecem!

    Parabéns pela iniciativa, já coloquei nos bookmarks!

    • Escrito 25 de fevereiro de 2009 em 17:43 | Permalink

      É verdade. O George chega a dar umas sacaneadas boas no Jerry, como se fosse “superior” a ele.

  19. Escrito 19 de fevereiro de 2009 em 22:56 | Permalink

    O bacana deste episódio (e desta mini-temporada) é que George não é um loser total… Neste primeiro episódio ele é o cara que dá as boas dicas pro Jerry…

    As últimas temporadas deixam-no muito loser, numa ego-trip-invertida do Larry David!

  20. Zuba
    Escrito 19 de fevereiro de 2009 em 23:27 | Permalink

    Acho que vou baixar, só pra acompanhar o site. hehehe
    Assisti um ou outro ep. Vamos ver se engrena.

  21. Escrito 22 de fevereiro de 2009 em 15:25 | Permalink

    Engraçado uma amiga ter me apresentado hj o Movimento Seinfeld. Ontem a mesa do bar ficou dividida entre os q AMAM e os q não! Nisso uns dos caras conta uma história dele típicamente Georgiana. Ele foi numa festa que tocava forró (ele gosta de hardrock rs), ele chama uma menina para dançar mmas ele não sabe dançar. Para não perder a chance de falar com ela e fingi UMA CÂIMBRA! Dá pra acreditar heehhe ele não conseguiu nada aquela noite mas a menina foi para mesa com ele, onde acabaram se conhecendo e tal.

    SEINFELD= A vida como ela é! rsrs

  22. Escrito 22 de fevereiro de 2009 em 19:14 | Permalink

    Como muitos disseram, so gostaram da serie depois de assistir 4 ou 5 episodios, o mesmo aconteceu comigo. E enxergar potencial da série naquela epoca, eu mal tinha nascido hehehe.

  23. Lucas
    Escrito 2 de março de 2009 em 19:52 | Permalink

    numca tinha visto a serie e achei genial … me lembra um pouco friends .. tanto o ambiente quanto a epoca q eh perto do começo de friends .. mas acho q Seinfeld vem antes …

    bom mas como piloto esse eps me conquistou … agora estou determinado a ver toda a serie.

    • Escrito 2 de março de 2009 em 22:21 | Permalink

      cara, pelo que eu sei, friends meio que substituiu seinfeld, como a série favorita da américa

  24. Escrito 6 de março de 2009 em 20:48 | Permalink

    Eu acho que eu não poderia dizer com honestidade se já no episódio piloto eu teria virado um fã. Dependeria muito da época da minha vida em que eu tivesse visto e principalmente do nível de conhecimento que eu tivesse da língua inglesa. Se eu não estou enganado, só quando eu comprei os dvd’s é que eu fui assistir a esse episódio; nessa época eu tinha visto muita coisa de maneira esparsa na TV e já sentia uma necessidade de complementar, digamos assim, a minha formação. Mas que o episódio já tem as qualidades que me fizeram gostar da série, isso eu acho que ele tem. Mesmo que a parte das apresentações do Jerry às vezes sejam um pouco longas demais, em geral ele sempre acerta. *Wherever you are in life, it’s my feeling, you’ve gotta go*.

  25. Escrito 23 de março de 2009 em 23:05 | Permalink

    Quando li esse texto e todos os comentários, e lembrei desse episódio em perspectiva com o resto da série, pensei a mesma coisa que todos: não sei se teria gostado se tivesse visto este episódio em 1989, ou sem conhecer os outros.

    Acontece que esse era o caso da minha namorada: nunca tinha visto um episódio a sério, não conhecia nenhum “seinfeldismo”, inexistentes ou em fase embrionária neste piloto. E pior: ela tinha implicância com a série! Um preconceito gerado por fatores diversos, externos ao sitcom em si.
    Nada disso impediu que ela se mijasse de rir assistindo comigo pela primeira vez, este primeiro episódio e primeira temporada. E eu, revendo, depois de tantos anos, mudei de idéia e pensei que sim, eu teria gostado de Seinfeld em 1989.

    Explico e justifico: eu nunca fui fã dos “seinfeldismos”. Eu gostava de Seinfeld porque achava uma série sinceramente engraçada, cômica.
    Então eu entendi porque todo mundo acha esse episódio “imaturo”, que não faz juz ao que veio depois, etc. Justamente por causa do posterior desenvolvimento desses “seinfeldismos”. Vendo de trás pra frente, parece que essa primeira temporada tem buracos no roteiro, mas olhando de uma perspectiva limpa do culto aos diálogos sobre o nada, das referências cruzadas, do olhar seinfeldiano sobre as coisas, do “seinfeld em sua essência”. Desarmado de tudo isso, dá pra ver, por esse piloto, que essa seria uma série do caralho.
    É claro que tudo melhorou depois! Mas morri de rir com a primeira temporada inteira, e não posso imaginar que serie diferente em 1989, sem a perspectiva de nove temporadas. Acho que quando eu a assisti pela primeira vez – em reprises, enquanto à noite passavam episodios inéditos – não gostei tanto. Meu olhar também estava viciado, eu procurava pelos seinfeldismos. Agora, tanto tempo depois, eu (re)descobri a pérola que (já) era essa série – graças a este site!

    Obrigado!

  26. Bernardo Zirpoli
    Escrito 11 de abril de 2009 em 21:13 | Permalink

    É muito difícil alguém virar fã logo no primeiro episódio. Acho que em séries do comédia, isso só aconteceu comigo uma vez, com Arrested Development. Friends só engatou depois do episódio do “Blecaute”. Seinfeld segue assim mesmo, começando meio experimental, apertando daqui e dali, porque ninguém tinha feito nada parecido antes. Um primeiro episódio que trata “do nada” emplacar o resto da temporada já é um grande avanço.

    É interessante, como muita gente falou, que George era o amigo do Seinfeld que dava as dicas pra ele. Depois, acho que Seinfeld, o personagem, fica mais parecido com Seinfeld, a pessoa real, com mais sarcasmo e ironia.

    A melhor piada do episódio na minha opinião fica entre aquela do cara buzinando e das mulheres lendo artigos sobre “Onde encontrar homens”.

  27. Escrito 13 de dezembro de 2009 em 5:01 | Permalink

    “You can’t over die, you can’t over dry”

    Bem notado aí nos comentários o fato do George não começar a série como o loser que o consagrou. Quanto à pergunta, acho muito difícil que eu tivesse realmente gostado do episódio piloto em 89, primeiramente e principalmente porque me causaria um pouco de estranhamento. Mas óbvio que me arrancaria muita risada. É que a linha de humor da série era uma coisa um bocado inédita pra televisão. Acredito que a maioria de nós somente assistiu esse episódio já com a bagagem das outras temporadas na cabeça, o que torna tudo muito diferente, ou seja, anula qualquer tipo de “primeira impressão” dessa suposta novidade de sitcom.

  28. Escrito 13 de dezembro de 2009 em 14:59 | Permalink

    Pena que só soube ontem deste movimento – sim, sou um atrasado -, pois o que fiz este ano foi, sistematicamente, assistir todo o Seinfeld em ordem cronológica. Agora, nestas finalmente férias, vou tirar o tempo perdido e ver se alcanço vocês antes de chegarmos em “The Contest”.

    O primeiro episódio nada mais é que um geral sobre as linhas que o programa pensava adotar. Como falo do ponto de vista de quem já viu a série toda, e começou a ver a partir de episódios mais adiantados da série, é possível ver o que mudou do primeiro episódio em diante. Uma coisa evidente é a questão da rapidez: esse episódio é muito lento, o plot preenche o espaço dos vinte minutos muito espaçadamente.

    Algo que foi diminuindo com o tempo – até desaparecer completamente na oitava temporada – são as intervenções em stand-up, que neste episódio são maiores.

    Sobre o que eu teria achado do piloto: impossível prever, mas creio que veria falta de personalidade imediata nos personagens. Em qualquer episódio mais a frente é possível identificar como são cada um dos quatro. Nesse, não sabemos o que é George, o que é Kramer e, principalmente, o que é Jerry.

    Enfim, considerando sempre notas de 1 a 10, este merece um 3. Lembrando sempre que sou o mais rigoroso possível quando vou dar essas notas, pois nada é mais curioso do que ver tanta coisa “nota 10″ por aí…

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